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6 quedas do Bitcoin por meses e as consequências um ano depois

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Em fevereiro, o Bitcoin completou cinco meses consecutivos de queda, um movimento que naturalmente gera medo no investidor de um ciclo prolongado de baixa da criptomoeda.

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Em meio a incertezas macroeconômicas, tensões geopolíticas e momentos pontuais de pânico, a sensação para muitos investidores é de déjà-vu. Mas a história do BTC sugere algo importante: períodos de quedas sequenciais, embora dolorosos no curto prazo, costumam abrir caminho para valorizações no longo prazo.

Desde 2015, o Bitcoin já passou por sete momentos de três ou mais meses de quedas consecutivas. Seis deles já terminaram e permitem medir o que aconteceu depois, a sétima é a que estamos vivendo agora.

Considerando as sequências já concluídas, em quatro ocasiões o desempenho 12 meses depois do BTC foi positivo, enquanto em outras duas a criptomoeda seguiu em queda após um ano. No total, apenas uma vez o Bitcoin chegou a seis meses consecutivos de queda.

Existem ainda duas sequências em 2014 que também registraram três ou mais meses consecutivos de queda. No entanto, naquela época o Bitcoin não valia nem US$ 1.000, tinha liquidez muito reduzida e volatilidade estruturalmente mais elevada, por isso não serão consideradas.

Como destaca a equipe de research do MB | Mercado Bitcoin, essas quedas ocorreram logo após o estouro da bolha de 2013 e no contexto da quebra da exchange Mt. Gox, em um bear market estrutural, com o mercado ainda imaturo e com confiança abalada.

Confira abaixo algumas sequências de mais de três meses de queda do Bitcoin e o que aconteceu 12 meses depois:

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Março de 2015 a maio de 2015

Em 2015 o Bitcoin acumulou três meses seguidos de queda, com recuo total de 6,7%. Mas o contexto era diferente: o mercado já se aproximava do halving de 2016 e começava a formar fundo. Um ano depois, o BTC registrava alta acumulada de 125,4%. O halving é o evento que corta a recompensa dos mineradores pela metade e reduz a criação de novos bitcoins, ou seja, diminui a oferta e tende a criar uma pressão de alta nos preços.

O analista de research do MB, Pedro Fontes, resume esse momento como uma virada estrutural: “Ali já não era mais um bear market estrutural como em 2014. O mercado estava mais próximo do halving e começava a formar um fundo. Foi o início de um novo ciclo”.

Agosto de 2018 a janeiro de 2019

O caso mais emblemático aconteceu aqui, quando o Bitcoin registrou seis meses consecutivos de queda, a sequência mais longa da história, acumulando perdas de 55,8%. O movimento praticamente marcou o fundo do bear market pós-2017. Um ano depois, o BTC acumulava alta de 173,3%.

Para o MB, foi um exemplo clássico de capitulação: “Aquela sequência praticamente marcou o fundo do ciclo. Foi um caso claro de exaustão vendedora, em que o mercado já tinha precificado grande parte das más notícias”.

Julho de 2019 a setembro de 2019

Em 2019, houve nova sequência de três meses negativos. Seis meses depois, o mercado enfrentaria o choque da Covid, em março de 2020, que pressionou todos os ativos globais. Mas mesmo assim, 12 meses depois o Bitcoin tinha alta acumulada de 29,9%.

“Mesmo com o choque da pandemia, o BTC terminou positivo em 12 meses, impulsionado pela liquidez global. Isso mostra como o contexto macro pode acelerar ou retardar a recuperação, mas não necessariamente anular o padrão histórico”, avaliam.

Abril de 2021 a junho de 2021

Aqui, a sequência negativa ocorreu ainda dentro do ciclo de alta, fato que é comprovado olhando seis meses depois, quando o Bitcoin tinha ganhos de 31,9%. Porém, um ano depois, o mercado entrava em um novo bear market pressionado pelo aperto monetário global, com o BTC recuando 43,1% quando comparado com o fim da sequência em junho de 2021.

Novembro de 2021 a janeiro de 2022

Já na virada para 2022, a queda aconteceu em um ciclo bem claro de baixa, que viria a ser agravado no fim daquele ano pelo colapso da FTX, o que prejudicaria ainda mais as chances do Bitcoin se recuperar. Com isso, em 12 meses, a criptomoeda acumulou perdas de 39,9%.

Abril de 2022 a junho de 2022

Aqui a lógica foi parecida com a sequência anterior, mas com um resultado diferente. O Bitcoin estava no mesmo ciclo de baixa mencionado acima em 2022, porém, um ano depois, os impactos da quebra da FTX, ocorrida em novembro daquele ano, já ficavam para trás. Com isso, o BTC acumulou alta de 30,6% uma ano após junho de 2022.

“Quando a sequência acontece no meio de um processo de desalavancagem global, a recuperação tende a ser mais lenta. Mas, mesmo assim, historicamente o mercado começa a reagir quando se aproxima do próximo ciclo de halving”, destaca o research do MB sobre aquele período.

E agora?

O episódio atual, iniciado em outubro de 2025, acumula queda próxima de 40% — praticamente em linha com a média histórica dessas sequências, que é de -37,7%. Considerando os cenários anteriores, o retorno médio foi positivo tanto seis quanto 12 meses depois, com média de +27,5% em um ano.

O Bitcoin chegou a US$ 74 mil na semana passada, mesmo em um cenário geopolítico desfavorável, marcado pela guerra entre EUA e Irã, em um sinal de que a recuperação está em curso. Março já opera no verde e, se não houver novas quedas relevantes, o BTC deve encerrar a sequência de cinco meses consecutivos de baixa.

Para a equipe do MB, o padrão histórico é claro: “Não é garantia de repetição, mas mostra algo relevante: essas sequências longas de queda normalmente acontecem mais próximas do fundo do ciclo do que do começo de um colapso“.

Por isso, os analistas lembram que, historicamente, foram momentos desconfortáveis, marcados por medo extremo, mas estatisticamente muito mais favoráveis para acumulação do que para desistência.

A história não garante o futuro. Mas, olhando para os ciclos anteriores do Bitcoin, períodos de quedas prolongadas raramente marcaram o início de uma espiral infinita de baixa, e com frequência antecederam fases de reconstrução e novos ciclos de alta para quem manteve visão de longo prazo.

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Como servidor público há mais de 16 anos, posso afirmar que o Bitcoin é um tema que desperta curiosidade em muitas pessoas. Ao longo do tempo, já presenciamos seis momentos em que essa criptomoeda caiu por meses, gerando dúvidas e incertezas no mercado. No entanto, o que chama atenção é o que aconteceu um ano depois dessas quedas. É interessante analisar como o Bitcoin conseguiu se recuperar e muitas vezes atingir valores ainda maiores do que antes. Essa volatilidade pode ser vista como uma oportunidade para investidores e empreendedores que buscam diversificar suas fontes de recursos financeiros. Vale a pena acompanhar de perto essas movimentações do mercado e estar atento às possibilidades que o Bitcoin pode oferecer. Afinal, o futuro das criptomoedas tem muito a nos revelar. Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões e aproveitar as oportunidades que surgem.

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