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ChatGPT: A cigana leu o meu destino

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Primeira coluna do ano é sempre difícil. Já perdi a conta de quantas vezes reescrevi este começo. A todo instante chegam mensagens, com lindas fotos e textos plenos de ensinamentos e votos de um feliz ano novo. Mas, não me comovem. Ando descrente, o ano passado não foi dos melhores e não vejo grandes mudanças pela frente.

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Os conflitos se expandem pelo mundo, eventos climáticos extremos vão se tornando cada vez mais frequentes até por aqui. No Brasil, uma crise moral aumenta a descrença nas instituições e ainda teremos mais uma eleição na qual temos que escolher o menos ruim, se quisermos sair de casa para votar.

Mas, não adianta me angustiar com o que sou impotente: guerras, política e catástrofes. Por isso, em lugar de sofrer com o que está fora do meu controle, vou deixar a vida me levar. Único problema é o Botafogo, esse eu não controlo, mas eu também não me controlo.

Em 2026 vou cuidar de ser feliz. Já estava me preparando para isso quando comecei a receber retrospectivas de minha presença nas redes sociais. Me dei conta de que, apesar de problemas de saúde (já superados), de minha indignação com o estado das coisas, tive um ano bom. Spotify diz que a música que mais ouvi foi A Paixão Segundo São Mateus. Adorei. Segundo um amigo, Bach conseguiu provar a existência de Deus através desta Paixão. O coro inicial sempre me leva para um lugar misterioso. Vieram também as listas de livros, as fotos com amigos, das viagens e da família. Belas lembranças.

O melhor veio do ChatGPT; vidente e psiquiatra. Eu adoro cartomantes, mapa astral, jogar búzios, leitura de mão. Não acredito em nada do que sai dali, mas me fascina a habilidade dos caras em nos fazer crer no que dizem. Com IA é bem mais interessante, pega seus dados de verdade.

Passado o susto inicial de que não existe mais privacidade, li o resumo do meu 2025: um ano intenso, exigente e marcado por um cansaço emocional por conta do desalento com o País. Tenso, mas com bons momentos. Tive na família minha sustentação e meus netos apareceram o tempo todo; “eles não foram um detalhe, foram âncora”. Com eles, eu vivo o amor puro e bebo sabedoria.

Pedro me ensinou: “vovó, o passado não tem mais jeito, pelo menos ensina, mas o nosso futuro a gente controla”. Ou seja, somos donos do nosso destino. Vou seguir seu ensinamento. Este ano não vai ser igual àquele que passou. Eu não brinquei, mas em 2026 vou brincar. É meu desejo a todos: que brinquem mais, amem mais.

E lembrem-se: felicidade se acha é em horinhas de descuido.

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