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Como a IA está sendo usada por 74% dos bancos para reduzir custos e aumentar eficiência – Portal IN Pompeu Vasconcelos

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Bancos, Tecnologia Bancária, Fintech, Inteligência Artificial Foto Freepik

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Hoje, metade dos bancos já integra IA em larga escala nos processos de análise de crédito FOTO: Freepik

A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas promessa e passou a ocupar papel central na concessão de crédito no sistema financeiro brasileiro. Bancos e fintechs aceleram investimentos em modelos inteligentes que já impactam desde a definição de limites de cartões até a avaliação de risco e a eficiência operacional.

Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que 74% das instituições apontam redução de custos e ganho de produtividade como os principais benefícios do uso da tecnologia. Já 63% destacam melhora na identificação de riscos, enquanto 37% utilizam IA para prever comportamento e tendências de clientes.

Hoje, metade dos bancos já integra IA em larga escala nos processos de análise de crédito. Apenas a área de prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro apresenta maturidade maior no uso dessas ferramentas.

Open Finance

A estrutura do Open Finance tem acelerado a adoção da tecnologia ao permitir uma visão mais ampla do perfil financeiro dos clientes. Segundo especialistas, o acesso a dados consolidados facilita análises mais precisas e contribui para reduzir inadimplência, melhorar preços de operações e ampliar o alcance do crédito.

Embora os motores de decisão ainda utilizem modelos tradicionais como base, soluções de IA generativa começam a ser incorporadas em etapas complementares do processo, especialmente para tratamento de dados e apoio à tomada de decisão.

Limites ampliados e novos critérios

No Nubank, a aplicação de IA permitiu revisar políticas de concessão e elevar significativamente limites de cartão mantendo o mesmo nível de risco, segundo a fintech. Já a Celcoin reforçou sua área de crédito com a aquisição de uma empresa especializada em motores de decisão baseados em IA, integrando dados do Open Finance e bureaus de crédito.

O iFood Pago passou a usar algoritmos próprios para analisar a capacidade operacional de restaurantes, criando um score de sustentabilidade financeira que amplia o acesso ao crédito para empreendedores que encontram restrições nos bancos tradicionais.

No Mercado Pago, a tecnologia passou a incorporar dados não estruturados, como textos e futuramente voz e vídeo, o que permite uma avaliação mais profunda do comportamento financeiro além da renda formal.

Crédito mais personalizado

A próxima fronteira do setor é a hiperpersonalização do crédito, com análises quase em tempo real e modelos baseados em fluxo de caixa. A expectativa é que, nos próximos anos, ferramentas de monitoramento contínuo, alertas automáticos de risco e sistemas inteligentes de cobrança ganhem escala.

Especialistas apontam que a tecnologia pode ampliar o acesso ao crédito no país, mas alertam para a necessidade de governança e mitigação de vieses, evitando que modelos automatizados reforcem desigualdades ou distorções no sistema financeiro.



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