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Empreendedorismo 2026: Conheça as principais tendências de mercado para se atentar

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As mudanças nos padrões de comportamento e as ondas tecnológicas influenciam o modo como consumimos, interagimos e nos relacionamos com marcas e pessoas, e no mundo dos negócios, isso não é diferente.

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Algumas tendências têm potencial de pautar decisões de negócio, influenciando quando e como empreendedores decidem conduzi-los. Manter-se atualizado é, portanto, uma ótima maneira para começar o ano.

Em 2026, é esperado que tecnologias populares, como inteligência artificial generativa, continuem em alta. Mas, mais do que isso, a expectativa é que essa e outras tecnologias e modelos de negócio estejam ainda mais maduros, o que distancia empreendedores do investimento de recursos por impulso e os aproxima da gestão ponderada e focada em resultados financeiros reais.

Veja, abaixo, tendências que irão moldar o mercado ao longo do ano, de acordo com diferentes especialistas e empreendedores:

IA mais estratégica

Embora a inteligência artificial tenha se tornado crescente em muitos negócios, poucas empresas reconhecem os benefícios diretos de sua aplicação.

Segundo pesquisa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham Brasil), 61% das empresas brasileiras que já utilizam IA são incapazes de reconhecer seus impactos a curto prazo.

A baixa percepção de valor leva os empresários a utilizar o recurso de forma pontual, sem integrá-lo às estratégias corporativas.

Em 2026, isso tende a mudar, e a IA passará a ser reconhecida não apenas como uma ferramenta, mas como fundamento de uma nova lógica de trabalho que envolve a colaboração harmônica entre máquinas e humanos.

Com isso, haverá uma nova realidade para as relações de trabalho, avalia João Zanocelo, VP de Marketing e cofundador da BossaBox, consultoria do modelo de trabalho squads-as-a-service, que consiste na construção de times sob demanda.

“Com IA em todo o fluxo, a empresa não opera mais em blocos estanques. O trabalho acontece em movimento. Por isso, as estruturas de contratação e parceria também precisam acompanhar esse movimento”, diz.

“A IA trouxe velocidade. As pessoas continuam trazendo contexto, estratégia e julgamento. O desafio é estruturar relações que permitam que essas inteligências se somem, e não que funcionem em paralelo”, afirma.

Inclusão financeira

No mundo das finanças, a aplicação de tecnologia também deve fazer saltar o número de fintechs dedicadas a soluções que já despontaram nos últimos anos, como pagamentos por aproximação, automação e personalização da oferta de produtos e serviços financeiros.

Do lado da personalização, o destaque em 2026 estará nas instituições — sejam elas grandes bancos ou fintechs — voltadas à inclusão financeira e sustentabilidade a longo prazo, com foco na geração de impacto social.

“Microcrédito, pagamentos digitais acessíveis e soluções integradas a plataformas diversas vão ampliar a base de clientes e gerar impacto social positivo”, defende Clayton Ricardo, CFO da Idea Maker, fintech que desenvolve soluções para e-commerce de produtos com venda incentivada, meios de pagamento e gestão de dados.

Pagamentos descomplicados

Em ritmo acelerado e com volume recorde de transações em 2025, o Pix continuará sendo uma importante alavanca para empreendimentos em 2026, comprovando a relevância das transações ágeis e descomplicadas em todos os setores, especialmente no varejo.

O momento também marca uma nova fase em que automação, agilidade e interoperabilidade irão determinar o sucesso de múltiplos negócios.

“Estamos diante de um momento de amadurecimento do sistema financeiro digital e as inovações agora são direcionadas à eficiência, automação e integração entre diferentes plataformas”, afirma Victor Papi, general manager da Transfeera, instituição de pagamentos para o mercado corporativo.

Papi destaca ainda a moeda digital do Banco Central, Drex, prestes a ser lançada em 2026. Mais do que promover inclusão financeira, o Drex promete impactar o universo corporativo ao trazer mais dinamismo, agilidade e “facilitar a criação de modelos de negócios baseados em contratos inteligentes e tokenização de ativos”, diz.

Além disso, o especialista também aponta para tendências como o embedded finance, que permite a integração de pagamentos e outros serviços, como seguros e crédito, sem a necessidade de intermediários; o Open Finance e também a inteligência de dados, com uso intensivo de IA para decisões estratégicas e como camada de segurança e prevenção contra fraudes.

“A inovação precisa ser encarada como parte da estratégia de negócios. As empresas que integrarem tecnologia, práticas ESG, compliance e cultura de dados de forma estruturada estarão mais preparadas para escalar com confiança e competitividade”, diz.

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