Numa era em que a inteligência artificial (IA) promete transformar radicalmente a vida quotidiana — desde o diagnóstico médico à gestão de redes elétricas, passando por recomendações de música, filmes e séries, tradução automática e ferramentas como o ChatGPT —, saber o que pensam os portugueses sobre esta tecnologia é relevante, até urgente. Ainda assim, formular opiniões sobre algo tão vasto e multifacetado não é simples. A IA manifesta-se em domínios muito distintos, da robótica à filtragem de spam, do reconhecimento facial à avaliação de risco financeiro ou à pesquisa online. A enumeração de aplicações poderia continuar quase indefinidamente, revelando a dificuldade central: como formar uma atitude relativamente a algo que se multiplica em usos, contextos e implicações tão diferentes?
