Após a consolidação dos ETFs de Bitcoin e Ethereum, o mercado americano entrou em uma nova fase de expansão dos fundos negociados em bolsa ligados a criptomoedas. O avanço regulatório observado ao longo de 2025 abriu espaço para que outras altcoins passassem a integrar o radar da SEC, e 2026 surge como um ano decisivo para a chegada de novos ETFs ao mercado dos Estados Unidos.
Gestoras tradicionais, bancos e empresas especializadas em ativos digitais seguem protocolando pedidos, apostando em um ambiente regulatório mais previsível e em uma demanda crescente por exposição a criptoativos de forma simples e regulamentada.
A seguir, veja 7 criptomoedas que aparecem entre as principais candidatas a ganhar ETFs nos EUA em 2026, considerando pedidos ativos, interesse institucional e maturidade dos projetos.
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Por que a aprovação de um ETF importa para uma criptomoeda?
Antes de mais nada, vale entender o que é um ETF e por que sua aprovação pode fazer o preço de uma criptomoeda disparar.
Um ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo negociado em bolsa que replica o desempenho de um ativo ou grupo de ativos. No caso dos ETFs de criptomoedas, eles permitem que investidores tradicionais, como fundos institucionais, aposentadorias e até mesmo pequenos investidores com acesso à Bolsa, possam investir em cripto sem precisar comprar os ativos diretamente.
Ou seja: ao lançar um ETF, a porta de entrada para aquele ativo digital se abre para milhões de pessoas que antes estavam de fora.
Foi exatamente isso que aconteceu com o Bitcoin e o Ethereum. Quando seus ETFs foram aprovados pela SEC (órgão regulador do mercado financeiro dos EUA), o valor de mercado disparou, e o movimento começou até meses antes da aprovação oficial, com investidores antecipando a valorização.
A nova onda de ETFs de criptomoedas: quem está na fila?
O mercado de ETFs de criptomoedas segue em rápida expansão nos Estados Unidos. Após a consolidação dos fundos atrelados ao Bitcoin e ao Ethereum, o interesse de gestores e investidores se voltou para outros criptoativos, impulsionado por mudanças no ambiente regulatório e por uma postura mais aberta da SEC.
Atualmente, diversas criptomoedas aparecem como candidatas naturais a novos produtos financeiros regulados. A seguir, veja quais ativos estão no radar e por quê.
1. Cardano (ADA)
A Cardano mantém uma base sólida de desenvolvedores e uma proposta focada em escalabilidade, segurança e pesquisa acadêmica.
Embora ainda não conte com um ETF spot amplamente consolidado nos EUA, o ativo possui registros e estudos em andamento e segue entre os candidatos observados para 2026, especialmente em um cenário de maior aceitação institucional de projetos com governança bem estruturada.
2. Litecoin (LTC)
Considerada uma das criptomoedas mais antigas do mercado, a Litecoin costuma ser vista como um ativo mais estável dentro do universo cripto.
Pedidos de ETFs ligados ao LTC continuam em análise em 2026, e sua semelhança estrutural com o Bitcoin é frequentemente apontada como um fator positivo do ponto de vista regulatório.
3. Avalanche (AVAX)
A Avalanche se consolidou como uma das principais blockchains voltadas a aplicações DeFi e soluções corporativas.
Com foco em velocidade e eficiência, a rede atrai atenção de investidores institucionais interessados em exposição a blockchains de camada 1. Em 2026, a AVAX aparece como uma das candidatas naturais a novos ETFs.
4. Hedera (HBAR)
A Hedera chama atenção pelo modelo tecnológico baseado em hashgraph e pelo apoio de grandes empresas globais.
Esse perfil mais corporativo torna o HBAR um ativo interessante para fundos que buscam projetos com governança empresarial e uso prático. Em 2026, a criptomoeda segue como uma aposta para produtos regulados.
5. Aptos (APT)
A Aptos representa a nova geração de blockchains de camada 1, com foco em escalabilidade e linguagem própria de programação.
Embora seja um projeto mais recente, o crescimento do ecossistema e o interesse de fundos de venture capital colocam o APT entre os ativos observados para ETFs ao longo de 2026.
6. Sui (SUI)
Assim como a Aptos, a Sui é uma blockchain emergente que vem ganhando espaço rapidamente. Pedidos e estudos para produtos financeiros ligados ao token seguem em andamento, e 2026 pode marcar um avanço importante para a consolidação do projeto no mercado institucional.
7. Tron (TRX)
A Tron mantém relevância principalmente no setor de stablecoins e pagamentos internacionais. Apesar de enfrentar maior cautela regulatória, o ativo segue com pedidos de ETFs protocolados e permanece no radar de investidores que acompanham a expansão de produtos cripto nos EUA.
Altcoins que já deram um passo além
Além dos ativos que estão “na fila”, algumas criptomoedas avançaram ainda mais no processo de institucionalização.
8. Solana (SOL)
No final de 2025, produtos ligados à Solana começaram a ser negociados nos Estados Unidos, marcando um dos primeiros ETFs de altcoins além de Bitcoin e Ethereum.
O movimento foi visto como um divisor de águas, indicando que o mercado de ETFs poderia se expandir para outros grandes projetos do setor.
9. XRP (Ripple)
O XRP também passou a integrar o grupo de criptomoedas com produtos negociados no mercado americano no fim de 2025.
A chegada desses fundos foi especialmente simbólica após anos de disputas regulatórias, sinalizando uma mudança importante na forma como o ativo passou a ser tratado no mercado.
10. Chainlink (LINK)
O Chainlink se destacou ao entrar no radar dos ETFs como um token de infraestrutura essencial para o funcionamento do ecossistema cripto.
Pedidos protocolados e avanços regulatórios ao longo de 2025 e início de 2026 reforçaram a ideia de que o mercado de ETFs pode ir além das criptomoedas tradicionais, incluindo projetos com papel técnico fundamental.
O que está por trás da mudança de postura da SEC?
Até 2024, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos era conhecida por seu ceticismo em relação às criptomoedas, especialmente às altcoins. Esse cenário começou a mudar em 2025, com alterações nas regras de listagem e a troca no comando da SEC após a eleição de Donald Trump.
A nova direção adotou uma abordagem mais pragmática, aprovando normas que facilitaram a criação e a listagem de produtos baseados em criptoativos considerados, na prática, mais próximos de commodities.
Isso não representou uma reclassificação legal automática de todas as criptomoedas, mas abriu espaço para que diversos projetos passassem a ser analisados sob uma ótica mais favorável.
Esse novo ambiente regulatório trouxe otimismo ao mercado, e grandes gestoras de recursos passaram a protocolar pedidos para lançar ETFs ligados a diferentes criptomoedas.
Ainda assim, especialistas reforçam que a existência de registros e pedidos não garante aprovação imediata, já que cada produto segue sujeito à análise individual da SEC.
O que investidores devem fazer agora?
Se a história se repetir, como aconteceu com o Bitcoin e o Ethereum, a valorização das criptos candidatas a ETF tende a começar antes mesmo da aprovação oficial. Por isso, muitos investidores mais atentos já começaram a montar posição nos ativos que têm mais chance de subir.
Mas atenção: isso não significa apostar sem critério. Avalie cada projeto, seu histórico, seus fundamentos e suas perspectivas reais. E, claro, nunca invista mais do que está disposto a perder. Ainda estamos falando de um mercado volátil.
Estamos diante de uma nova era dos ETFs de cripto?
Tudo indica que sim. O movimento que começou com Bitcoin e Ethereum está prestes a se expandir para um universo maior de ativos digitais.
Se você quer aproveitar essa oportunidade, o momento de agir pode ser agora. Fique atento às próximas decisões da SEC e prepare sua estratégia. Afinal, quando os ETFs forem aprovados, o jogo já terá mudado, e quem se antecipar pode sair ganhando.
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Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, e não constitui recomendação personalizada de investimentos. As decisões de investimento devem ser tomadas com base no seu perfil de investidor, objetivos financeiros e, preferencialmente, com o auxílio de um profissional certificado. O mercado de criptomoedas é volátil e envolve riscos, portanto, invista com consciência.
Como servidor público com mais de 16 anos de experiência, vejo com bons olhos a possibilidade de criptomoedas terem ETFs lançados na Bolsa Americana em 2026. Essa iniciativa pode trazer benefícios tanto para investidores quanto para o mercado financeiro como um todo. A diversificação de investimentos é uma estratégia importante para mitigar riscos e buscar retornos mais atrativos. Portanto, a possibilidade de investir em criptomoedas por meio de ETFs pode ser uma oportunidade interessante para quem busca aumentar sua exposição a esse mercado em expansão. Vale a pena ficar de olho nessa tendência e avaliar se essa pode ser uma alternativa viável para diversificar sua carteira de investimentos.

