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Indonésia bloqueia inteligência artificial por gerar imagens pornográficas falsas de pessoas reais

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A Indonésia anunciou neste sábado (10) a suspensão temporária do Grok, o assistente de inteligência artificial da plataforma X de Elon Musk, após um escândalo envolvendo imagens pornográficas falsas de pessoas reais. Esses conteúdos, criados pela IA a pedido de usuários por meio de fotos ou vídeos, provocaram protestos em todo o mundo.

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“Para proteger mulheres, crianças e o público dos riscos de conteúdo pornográfico falso gerado por meio de tecnologia de inteligência artificial, o governo bloqueou temporariamente o acesso ao aplicativo Grok”, disse a ministra da Comunicação e Assuntos Digitais, Meutya Hafid.




Logotipo do chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido pela empresa xAI, em dezembro de 2025. (Imagem ilustrativa)

Logotipo do chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido pela empresa xAI, em dezembro de 2025. (Imagem ilustrativa)

Foto: © Lionel Bonaventure / AFP/Archivos / RFI

“O governo considera as práticas de deepfake não consensuais uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital”, enfatizou o ministério, acrescentando que convocou representantes da empresa para prestarem esclarecimentos sobre o assunto.

Questionado no X por inúmeros usuários indignados, Grok respondeu na sexta-feira (9) que a geração e edição de imagens estavam “atualmente reservadas para assinantes pagantes”. “Você pode assinar para desbloquear esses recursos”, informou a IA.

Reino Unido e UE também reagem

A desativação limitada também gerou indignação no governo do Reino Unido, um dos críticos mais ferrenhos de Elon Musk. Essa medida “simplesmente transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium” e constitui “um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual”, denunciou um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia “tomou nota das últimas alterações”, mas as considerou insuficientes. Na quinta-feira (8), a entidade já havia anunciado a imposição de uma medida cautelar ao X após o escândalo relacionado às imagens sexualmente explícitas de menores geradas pelo Grok.

“Com ou sem assinatura paga, isso não muda nosso problema fundamental: simplesmente não queremos ver essas imagens”, declarou Thomas Régnier, porta-voz da Comissão Europeia para Assuntos Digitais.

“O que pedimos às plataformas é que garantam que seu design e sistemas não permitam a geração desse conteúdo ilegal”, acrescentou.

O ministro da Economia francês, Roland Lescure, endossou o discurso de que as alterações são insuficientes e reiterou que o país “tomou medidas legais e continuará exigindo que as plataformas respeitem nossas leis se quiserem se beneficiar do nosso mercado”. “As ações da França e da Europa estão surtindo efeito: o X está restringindo o uso do Grok. Este é um primeiro passo, mas a luta contra o uso indevido da IA deve continuar”, escreveu Lescure, no Bluesky.

No início de dezembro, em outro episódio envolvendo o X, a UE multou a empresa de Musk em € 120 milhões (R$ 753 milhões na cotação atual) por descumprir a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês).

Com AFP

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