Elon Musk partilhou imagens do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer… em biquíni.
O magnata, dono do X e da Tesla, respondeu a uma publicação onde duas dessas imagens foram partilhadas, numa clara crítica à posição do governo de Downing Street sobre o Grok (a ferramenta de Inteligência Artificial do X).
A publicação original pretendia argumentar que o Grok fazia exatamente o mesmo que outras ferramentas de IA, como o Gemini ou o ChatGPT.
“O Gemini da Google e o ChatGPT da OpenAI também geram imagens de pessoas em biquíni, quando lhes é pedido. Portanto, porque é que o Keir Starmer está tão focado no Grok e no X?”, questionava o internauta, que, como prova, mostrava capturas de ecrã de ambas as plataformas de IA mencionadas.
Em resposta, Elon Musk respondeu: “Eles só querem suprimir a liberdade de expressão”.
They just want to suppress free speech https://t.co/IuEnsi1QSX
— Elon Musk (@elonmusk) January 10, 2026
Grok permite criar imagens de cariz sexual de outros utilizadores
A polémica já vem desde dezembro e envolve outros países, especialmente europeus. Tem que ver com uma atualização à IA do X, que permite aos utilizadores editarem qualquer fotografia na rede social com uma simples descrição de texto. Basta pedirem ao Grok, e a imagem será alterada a seu gosto.
A atualização permite, por isso, sexualizar imagens de mulheres e até mesmo de menores.
Numa tentativa de impedir que estas situações continuem a acontecer, o X alterou a permissão para usar esta ferramenta de edição. Neste momento, a “geração e edição de imagens são limitadas aos assinantes pagos” e sob a responsabilidade de cada utilizador.
Isto implicará que o nome e as informações de pagamento do utilizador estejam associados à imagem alterada, seja ela do tipo que for, o que permitirá responsabilizar legalmente (e mais facilmente) os culpados.
“Qualquer pessoa que utilize o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as consequências”, avisou Elon Musk no X.
A alteração é, contudo, “insuficiente” para o governo britânico, que está a considerar banir o Grok do país.
Um porta-voz de Starmer afirmou ontem que a nova medida “simplesmente transforma uma funcionalidade que permite a criação de imagens ilegais num serviço premium”.
“Não é uma solução”, acrescentou. “Aliás, é um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual. A única coisa que prova é que o X consegue mover-se rapidamente quando quer”.
Numa entrevista à Greatest Hits Radio, Starmer considerou a situação “nojenta”. “O X tem de ganhar juízo e remover este material. Agiremos porque, simplesmente, isto não é tolerável”, afirmou, acrescentando que já pediu ao regulador britânico de media, Ofcom, para avaliar a situação e que “todas as opções estão em cima da mesa”.


