
A NRF Retail’s Big Show 2026 acontece entre 11 e 13 de janeiro, em Nova York, com um recado claro para o mercado: o futuro do varejo não é mais uma promessa, ele já está em curso. Sob o tema “The Next Now is Here”, a maior feira de varejo do mundo reunirá executivos de grandes marcas globais para discutir como Inteligência Artificial, dados integrados, automação e conexão com o consumidor estão redefinindo a relação entre marcas e pessoas.
O palco do Javits Center será ocupado por líderes que representam diferentes setores do varejo, do esporte à beleza, da moda ao varejo alimentar, refletindo um movimento comum: a busca por crescimento sustentável em um ambiente cada vez mais volátil, digital e orientado por experiência.
O que vem por aí
A Inteligência Artificial será um dos eixos centrais da NRF 2026, não mais como tendência emergente, mas como infraestrutura estratégica. A discussão avança do “se usar” para o “como usar”: IA em tempo real, decisões automatizadas, integração de dados e personalização em escala passam a ser requisitos básicos para competir.
Esse movimento ganha força com a presença de lideranças de empresas como Google e Walmart, que vêm acelerando o uso de IA para transformar operações, cadeias de suprimentos e a experiência do consumidor, do online ao físico.
Outro ponto forte da programação é a evolução do relacionamento com o consumidor. A fidelização deixa de estar restrita a programas de pontos e passa a envolver propósito, comunidade e confiança. Marcas que conseguem criar vínculos reais com seus públicos tendem a atravessar melhor ciclos econômicos adversos.
Esse olhar se reflete em painéis com lideranças de empresas, todas enfrentando, à sua maneira, o desafio de manter relevância cultural, consistência de marca e crescimento financeiro em um cenário global instável.
Modelos mais ágeis, integrados e orientados por dados
A NRF 2026 também reforça uma mudança estrutural no varejo: organizações mais horizontais, integradas e orientadas por dados tendem a reagir melhor às mudanças do mercado. Estratégias como integração vertical, produção em tempo real, uso intensivo de analytics e parcerias globais ganham espaço frente a modelos rígidos e fragmentados.
O varejo do “próximo agora” é aquele capaz de conectar estoque, preço, experiência, mídia e logística em uma única tomada de decisão e executá-la rapidamente.
E o Brasil, hein?
Esse debate encontra um terreno fértil no Brasil. Segundo dados do PCMI (2025), o país responde por 55% de todo o e-commerce da América Latina, impulsionado pela consolidação do Pix, pelo avanço das fintechs e por uma cultura naturalmente omnicanal.
Mais do que seguir tendências globais, o varejo brasileiro já opera em um ambiente de alta complexidade: consumidores digitais, múltiplos meios de pagamento, integração entre canais e pressão por eficiência. Esse contexto coloca o Brasil em posição de laboratório avançado, e não apenas de mercado emergente, para soluções que serão discutidas na NRF 2026.
A feira deixa claro que o varejo entra em uma nova fase. Não se trata mais de prever o futuro, mas de executar no presente: usar IA com propósito, transformar dados em decisões, construir marcas relevantes e criar experiências conectadas.
Fonte: Varejo S.A.
