A startup chinesa DeepSeek se prepara para lançar, em fevereiro, o modelo V4, voltado especialmente para tarefas de programação — área considerada um dos testes mais exigentes para avaliar o desempenho de ferramentas de inteligência artificial. A empresa promete um sistema capaz de lidar com códigos longos, estruturas complexas e exceções, pontos que ainda representam […]
A startup chinesa DeepSeek se prepara para lançar, em fevereiro, o modelo V4, voltado especialmente para tarefas de programação — área considerada um dos testes mais exigentes para avaliar o desempenho de ferramentas de inteligência artificial.
A empresa promete um sistema capaz de lidar com códigos longos, estruturas complexas e exceções, pontos que ainda representam desafio para modelos líderes como o GPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic. Segundo a DeepSeek, o novo modelo deve trazer avanços significativos em consistência, memória e raciocínio lógico, com menor custo operacional.
O V4 é apresentado como sucessor direto do modelo R1, que colocou a startup no radar global. Ele também marca uma evolução mais robusta em relação ao V3.2, que teve melhorias pontuais, mas não estruturais.
Expansão internacional e impacto em países em desenvolvimento
Além do foco técnico, a DeepSeek tem ampliado sua presença em países do chamado sul global, com estratégias baseadas em acessibilidade. Por meio de modelos gratuitos, código aberto e parcerias com fabricantes de celulares, como a Huawei, os sistemas da empresa chegam pré-instalados em diversos dispositivos.
Isso tem acelerado a adoção de IA em países onde há limitações de infraestrutura ou alto custo de plataformas ocidentais. Em alguns mercados, como Cuba, Belarus e partes da África e Ásia, a empresa já ocupa uma fatia significativa do uso local de inteligência artificial.
A abordagem também tem efeito geopolítico. Em locais onde empresas dos Estados Unidos enfrentam sanções, bloqueios ou barreiras regulatórias, a DeepSeek se posiciona como alternativa viável — e, muitas vezes, a única disponível.
O que esperar
A expectativa em torno do modelo V4 é alta. Se os resultados prometidos se confirmarem, a startup pode ampliar sua competitividade global e consolidar-se como referência em IA voltada para programação.
Ao mesmo tempo, sua presença crescente em países emergentes levanta discussões sobre inclusão tecnológica, autonomia digital e o papel de modelos de código aberto no avanço da inteligência artificial fora dos grandes centros econômicos.
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