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Google Gemini: Compre no Walmart diretamente através do chat

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A próxima vez que pedir sugestões ao Gemini o assistente de IA da Google é provável que encontre logo ali produtos do Walmart e do Sam’s Club prontos a comprar. As duas empresas anunciaram uma parceria que promete tornar as compras digitais mais naturais, contextuais e rápidas, começando nos Estados Unidos e, depois, noutros mercados.

Na prática, a procura deixa de ser uma página de resultados e passa a ser uma conversa contínua que entende necessidades, cruza inventário em tempo real e simplifica o pagamento.

O que muda quando a IA entra no carrinho

Em vez de pesquisar por dezenas de palavras-chave, a descoberta passa a ser conversacional. Imagine pedir ideias para um fim de semana ao ar livre: o Gemini compreende a intenção e sugere, logo ali, tendas, lanternas ou cadeiras disponíveis no Walmart e no Sam’s Club, com variações de preço, stock e prazos de entrega. À medida que vai refinando o pedido “preciso de algo para quatro pessoas”, “quero opções mais leves”, “tenho um orçamento limitado” a seleção adapta-se. O objetivo é reduzir a fricção entre inspiração e compra.

No bastidor, esta integração apoia-se no Universal Commerce Protocol, um conjunto de regras e interfaces que permite ao Walmart expor catálogos, disponibilidade, preços e opções de entrega diretamente dentro do Gemini. Para o utilizador, a experiência mantém-se familiar: pesquisa-se na Google, avaliam-se sugestões no Gemini e a finalização acontece nos ambientes do Walmart e do Sam’s Club, sem saltos confusos entre apps ou sites.

Como funcionará na prática

  • O utilizador dialoga com o Gemini sobre uma necessidade concreta (ex.: “preciso de montar um escritório em casa compacto”).
  • O assistente interpreta preferências e constrangimentos, e apresenta produtos relevantes do Walmart e do Sam’s Club quando fizer sentido.
  • É possível comparar, pedir alternativas, acrescentar ou remover itens e, quando estiver decidido, concluir a compra nos canais oficiais do retalhista, com os métodos de pagamento e recolha habituais.

Nem a Google nem o Walmart divulgaram datas de lançamento ou termos financeiros. Sabe-se, porém, que a prioridade é começar nos EUA e testar a escalabilidade antes da expansão internacional.

Google Gemini permite comprar no Walmart diretamente no chat,Google Gemini permite comprar no Walmart diretamente no chat,

Contas ligadas: recomendações mais espertas e entregas relâmpago

Quem ligar a sua conta do Walmart verá a IA a cruzar histórico de compras com preferências atuais. Isto traduz-se em cestos mais relevantes o papel de cozinha que costuma levar, a cápsula de café compatível com a máquina que já tem, a recarga certa para o aspirador e em sugestões complementares com melhor probabilidade de acerto.

Há ainda benefícios diretos para membros Walmart+ e Sam’s Club: promoções elegíveis, devoluções facilitadas e, sobretudo, velocidade. O retalhista promete janelas de entrega agressivas, com milhares de artigos a chegarem em menos de três horas e, em alguns locais, em cerca de 30 minutos. É o tipo de desempenho que transforma a IA de “assistente simpático” em “ferramenta indispensável” para o dia a dia.

Sparky, ChatGPT e a estratégia de IA da Walmart

Esta aposta não nasce do zero. O Walmart tem o seu próprio chatbot, o Sparky, um assistente sorridente que guia clientes por catálogos extensos, resume opiniões e clarifica especificações. Em paralelo, a empresa já tinha anunciado uma integração com a OpenAI para permitir compras diretamente dentro do ChatGPT. A colaboração com a Google vem completar o triângulo: presença onde os consumidores já conversam (Gemini e ChatGPT), reforçada por um canal próprio (Sparky) que controla a experiência ponta a ponta.

A mensagem é clara: a próxima grande vantagem competitiva no retalho não é apenas logística, é cognitiva. Quem dominar a descoberta conversacional, a personalização e a execução rápida fecha o ciclo de compra com menos cliques e mais satisfação.

Porque é que isto interessa ao resto do mundo

Embora a fase inicial esteja limitada ao mercado norte-americano, a ambição é global. Para outros retalhistas, inclusive na Europa e em Portugal, há lições úteis:

  • A descoberta passa do motor de pesquisa para o diálogo com a IA, integrar catálogos em assistentes de terceiros vai deixar de ser opcional.
  • Protocolos abertos como o Universal Commerce Protocol reduzem a fricção técnica e aceleram parcerias.
  • Velocidade de entrega e qualidade da recomendação caminham juntas: não basta “acertar” no produto, é preciso entregá-lo rapidamente.

Se e quando esta experiência chegar a mercados europeus, será interessante ver adaptações a privacidade, meios de pagamento locais e cadeias logísticas mais fragmentadas. O potencial, no entanto, é evidente: tornar o processo de compras tão natural quanto pedir um conselho a um amigo que conhece os seus gostos.

Fonte: Androidheadlines

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