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Meta desacelera no metaverso e aposta em óculos com inteligência artificial – mudando o jogo

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A Meta acaba de admitir, na prática, aquilo que o mercado já vinha sinalizando. A empresa iniciou a demissão de mais de 1.000 pessoas na divisão Reality Labs — cerca de 10% do time — marcando um recuo claro da aposta que um dia redefiniu sua identidade: o metaverso.

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Os cortes atingem principalmente as equipes de headsets de realidade virtual e o Horizon Worlds, a rede social em VR que nunca conseguiu ganhar escala mainstream.

O recado interno foi direto. Em um memorando, o CTO Andrew Bosworth comunicou que recursos estão sendo redirecionados para wearables com inteligência artificial e experiências baseadas em smartphones. Tradução: menos mundos virtuais imersivos, mais IA aplicada ao dia a dia.

US$ 70 bilhões depois, a realidade chegou

Desde 2021, o Reality Labs acumulou mais de US$ 70 bilhões em prejuízos operacionais — um dos experimentos mais caros da história da tecnologia. Só no terceiro trimestre de 2025, foram US$ 4,4 bilhões em perdas.

O problema nunca foi falta de ambição. Foi falta de tração. Apesar do investimento massivo, os headsets de realidade virtual não conseguiram cruzar o abismo entre early adopters e o público de massa.

Agora, a Meta tenta virar a página.

Óculos com IA: o novo “device do futuro”

Enquanto a realidade virtual perde espaço, um hardware começa a se destacar. Os óculos inteligentes Ray-Ban com IA, desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica, já venderam mais de 2 milhões de unidades desde 2023.

O sinal de confiança é claro: Meta e EssilorLuxottica discutem dobrar a capacidade produtiva para até 20 milhões de unidades por ano até o fim de 2026.

Não por acaso, a equipe de realidade aumentada — que trabalha com óculos inteligentes e dispositivos vestíveis — deve ser amplamente poupada dos cortes.

Para Mark Zuckerberg, o caminho está definido. Em uma teleconferência recente, ele foi direto: os óculos inteligentes são “a principal forma de integrar superinteligência à vida cotidiana”.

O metaverso não morreu. Encolheu.

A Meta insiste que não está abandonando completamente a realidade virtual. Mas a narrativa mudou. O Reality Labs passa a operar como uma estrutura mais enxuta, com um roadmap mais curto e foco em sustentabilidade.

Na prática, o metaverso da Meta agora vive quase exclusivamente no mobile — bem distante da visão original de mundos virtuais imersivos que justificou a mudança de nome da empresa em 2021.

Com dezenas de bilhões sendo redirecionados para data centers e IA, a Meta parece encerrar um capítulo importante da sua história.

O futuro não é um mundo virtual paralelo. É inteligência artificial vestível, integrada — e invisível.

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