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Chips H200 da Nvidia estão proibidos de entrar na China, informam autoridades chinesas

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14 Jan (Reuters) – Autoridades chinesas informaram aos agentes alfandegários esta semana que os chips ‍de inteligência artificial H200 da Nvidia não têm permissão para entrar na China, de ⁠acordo com três pessoas informadas sobre o assunto.

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Além disso, as autoridades convocaram empresas de tecnologia nacionais para reuniões na ‍terça-feira, quando elas foram explicitamente instruídas a não comprar os chips, a menos que fosse necessário, disseram três fontes.

‘A linguagem usada pelas autoridades é tão severa que, por enquanto, é praticamente uma proibição, embora isso possa mudar no futuro caso a situação evolua’, ‌disse uma das delas.

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O H200, o segundo chip de IA mais poderoso da Nvidia, é um dos maiores pontos de atrito nas atuais relações entre EUA e China. Embora haja uma forte demanda por parte de empresas chinesas, ainda não está claro se Pequim pretende bani-lo completamente para que as empresas nacionais de chips possam prosperar, se ainda avalia restrições ou se essas medidas poderiam ser usadas como tática de negociação com Washington.

O chip, formalmente aprovado pelo governo Trump para exportação à China esta semana sob determinadas condições, também é um ‌tema polêmico nos EUA. Muitos críticos mostram preocupação a possibilidade de os chips fortalecerem as forças armadas chinesas e corroerem a vantagem dos ‌EUA em IA.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto, disseram que as autoridades não apresentaram quaisquer razões para suas diretrizes e não deram qualquer indicação sobre se isso constitui uma proibição formal ou uma medida temporária.

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A Reuters não conseguiu apurar de imediato se as diretrizes se aplicavam a encomendas já existentes de chips H200 ou apenas a novos pedidos.

A Administração Geral de Alfândegas da China, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e a ‌Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma não responderam aos pedidos de comentários da Reuters até o momento da publicação. A Nvidia também não respondeu às perguntas da Reuters.

TÁTICA DE NEGOCIAÇÃO

O jornal The Information noticiou na terça-feira que o governo chinês informou esta ​semana a algumas empresas de tecnologia que só aprovaria a compra do H200 em circunstâncias especiais, como para o uso em pesquisa e desenvolvimento realizados em parceria com universidades.

Uma das fontes afirmou que estão sendo discutidas isenções para fins de pesquisa e desenvolvimento e para universidades.

Analistas dizem que a medida de Pequim pode ter como objetivo exercer pressão sobre Washington na preparação para a visita a Pequim do presidente dos EUA, Donald Trump, em abril, para se encontrar com Xi Jinping. Ambos os lados lidam com uma trégua comercial instável.

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‘Pequim está… pressionando para ver que concessões maiores pode obter para desmantelar os controles tecnológicos liderados pelos EUA’, disse Reva Goujon, estrategista geopolítica da empresa de pesquisa Rhodium Group.

Com o objetivo de sufocar o desenvolvimento tecnológico e de IA da China, os EUA impuseram em 2022 restrições às exportações de chips de alta tecnologia para a China.

No ano passado, Trump proibiu e depois permitiu as ​exportações de um chip muito mais fraco, o H20. ⁠Mas, a partir de agosto, Pequim ⁠bloqueou essas vendas de fato, levando o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, a afirmar que a participação da empresa no mercado de chips de IA na segunda ‌maior economia do mundo havia caído a zero.

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O H200, no entanto, oferece um desempenho aproximadamente seis vezes superior ao do H20, tornando-o um produto extremamente atraente.

Embora os fabricantes de chips chineses tenham desenvolvido processadores de IA como o Ascend 910C, da Huawei, o H200 é considerado muito mais eficiente para o treinamento em larga escala de modelos avançados de inteligência artificial.

Segundo fontes, ‍empresas de tecnologia chinesas encomendaram mais de 2 milhões de chips H200, com preço aproximado de US$27 mil cada, excedendo em muito o estoque da Nvidia de 700 mil chips.

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No entanto, segue discutível qual lado tem ​mais a ganhar com a venda de ‌chips H200 para a China.

O retorno ao mercado chinês significaria lucros enormes para a Nvidia e para o governo dos EUA, que ficaria com uma taxa de 25% sobre ‍as vendas dos chips.

O chefe de IA da Casa Branca, David Sacks, e outras pessoas também argumentam que exportar esses chips para a China desencoraja os concorrentes chineses de redobrar os esforços para alcançar os designs de chips mais avançados da Nvidia.

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‘(Pequim) acredita que os EUA estão desesperados para vender chips de IA para a China, então acredita que a China tem influência suficiente para obter concessões dos EUA em troca de aprovações de licenças’, disse Chris McGuire, pesquisador sênior para China e tecnologias emergentes no think tank Council on Foreign Relations.

Autoridades chinesas recentemente informaram que os chips H200 da Nvidia não podem mais entrar na China. Essa decisão levanta questões sobre a utilização da Inteligência Artificial e como ela pode impactar nossa sociedade. A tecnologia dos chips H200 da Nvidia é de última geração e poderia trazer benefícios significativos para diversos setores, mas também levanta preocupações sobre privacidade e segurança. Será que estamos explorando todo o potencial da IA de forma ética e responsável? É importante refletir sobre como podemos utilizar essas tecnologias de forma a promover uma sociedade mais justa e equilibrada. A decisão das autoridades chinesas nos faz questionar como podemos obter o melhor proveito da Inteligência Artificial sem comprometer a nossa qualidade de vida.

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