Com o avanço dos mecanismos de resposta baseados em inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, a forma como as marcas são descobertas está mudando rapidamente.
Nesse novo cenário, especialistas alertam que o GEO (Generative Engine Optimization) não substitui o SEO tradicional, mas amplia sua lógica e exige uma nova compreensão por parte dos profissionais de marketing.
Para Kate Watts, CEO da consultoria Fifty Thousand Feet, o GEO funciona como um alerta para o mercado. Marcas que desejam aparecer em respostas geradas por IA precisam investir em conteúdos estruturados, confiáveis e com autoridade reconhecida, distribuídos de forma consistente em todo o seu ecossistema, desde canais próprios até menções espontâneas em outros ambientes digitais.
À medida que a descoberta de informações migra dos resultados de busca para respostas sintetizadas por algoritmos, o GEO obriga as empresas a refletirem sobre o que representam, quais informações circulam sobre elas e se esses dados são suficientemente confiáveis para serem considerados tanto por pessoas quanto por máquinas.
O GEO se baseia na prática de ajudar os sistemas de IA a compreender, referenciar e citar marcas quando usuários fazem perguntas. Em vez de substituir o SEO, ele o complementa, priorizando clareza, estrutura e autoridade na construção de conteúdos, em vez de técnicas voltadas apenas para manipular algoritmos.
A estratégia começa pelo propósito. Conteúdos bem organizados, baseados em fatos e alinhados aos valores centrais da marca tendem a gerar mais relevância do que a busca por visibilidade imediata. Plataformas de IA valorizam precisão, consistência e credibilidade, o que significa que menos conteúdos, quando bem produzidos, podem gerar mais confiança do que grandes volumes pouco qualificados.
Outro ponto central é o monitoramento constante da forma como as marcas são descritas por mecanismos de IA. Corrigir informações imprecisas passa a ser parte da gestão de reputação, já que cada menção (em sites, podcasts ou outros canais) contribui para o aprendizado dos algoritmos. Nesse contexto, a coerência entre todos os pontos de contato se torna essencial para fortalecer a visibilidade e a descoberta das marcas na era da busca generativa.

Foto: Pexels
Fonte: WARC
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