A OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT, parece estar no auge do seu sucesso e com planos ambiciosos para o futuro. No entanto, um reputado especialista financeiro lançou um alerta preocupante, prevendo que a empresa poderá enfrentar a falência num futuro muito próximo.
A insustentável corrida pela inovação em IA
Sebastian Mallaby, um analista financeiro e especialista em inteligência artificial (IA), partilhou uma análise no jornal The New York Times sobre os desafios que a OpenAI enfrenta. Segundo Mallaby, a intensa competição com gigantes como a Google e startups ágeis como a Perplexity está a levar a empresa de Sam Altman a um ritmo de investimento insustentável.
Os custos associados ao desenvolvimento de novos modelos de IA e produtos inovadores são astronómicos, e a pressão para se manter na vanguarda do setor acarreta despesas que podem comprometer a sua viabilidade a longo prazo.
Contrariamente ao que se poderia pensar, o problema não reside apenas nos elevados custos da tecnologia. Mallaby aponta que a principal vulnerabilidade da OpenAI está no seu modelo de negócio. A empresa possui uma desvantagem estrutural significativa em comparação com concorrentes como a Google ou a Microsoft.
Enquanto estas últimas são conglomerados tecnológicos com múltiplas e diversificadas fontes de receita - desde publicidade e serviços na nuvem a hardware e software -, a OpenAI depende quase exclusivamente de um único produto: a sua tecnologia de IA, comercializada através de subscrições como o ChatGPT Plus ou o acesso a APIs.
Esta dependência torna a OpenAI frágil
A maior parte das suas receitas provém de utilizadores que pagam por versões premium, mas a esmagadora maioria continua a optar pela versão gratuita, que, apesar das suas limitações, satisfaz as necessidades de muitos.
Como resultado, as receitas geradas pelas subscrições são insuficientes para cobrir os seus custos operacionais e de investigação. Assim, a OpenAI depende fortemente de rondas de financiamento externas para sobreviver e continuar a inovar.
Perante este cenário, Mallaby estima um prazo de 18 meses para que os fundos da empresa se esgotem, caso não ocorra uma mudança estratégica ou uma nova injeção de capital massiva. Contudo, uma eventual falência da OpenAI não significaria, necessariamente, o desaparecimento do ChatGPT.
O mais provável, caso este cenário se concretize, é que a empresa seja adquirida por uma das grandes tecnológicas. A Microsoft, que já é uma das suas principais investidoras, surge como a candidata mais óbvia.
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