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Saúde acelera transformação digital com implementação de IA e arquiteturas híbridas

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A infraestrutura de tecnologia da informação será um dos pilares da transformação dos hospitais nos próximos anos. Impulsionadas pelo avanço da Inteligência Artificial (IA), pelo crescimento dos dispositivos conectados e por exigências crescentes de segurança e sustentabilidade, as áreas de TI deixam de atuar apenas como suporte e passam a ocupar um papel estratégico no cuidado ao paciente.

Segundo o relatório “Healthcare Investments and Exits”, do Silicon Valley Bank (SVB), apenas em 2025, o setor da saúde investiu mais de U$S 18 bilhões em ferramentas de IA. Para Saulo Lima, diretor da Flowti, empresa com a expertise em infraestrutura de TI para negócios de missão crítica, esse investimento se justifica principalmente pelo fato de que a adoção de IA no ambiente hospitalar tende a deixar de ser pontual.

“A inteligência artificial passa a integrar toda a operação, apoiando desde a análise de dados clínicos e predição de riscos até a automação de processos administrativos. Isso exige mais capacidade de processamento, profissionais capacitados, governança rigorosa e arquiteturas híbridas, que combinam nuvem e processamento local”, afirma.

Esse novo cenário acelera a descentralização da infraestrutura de TI, levando hospitais a adotarem modelos de processamento distribuído, mais resilientes e seguros. A interoperabilidade também ganha protagonismo, especialmente com a ampliação do uso de padrões como o Fast Healthcare Interoperability Resources (FHIR), que facilita a troca de informações entre sistemas clínicos, prontuários eletrônicos, laboratórios e plataformas de telemedicina.

Isso ocorre porque, quando os dados circulam de forma estruturada e confiável, o ganho não é apenas tecnológico, mas assistencial. No entanto, para que esse retorno ocorra, é necessário que a instituição invista em qualidade, rastreabilidade e integração de dados.

Outro eixo central dessa transformação é a sustentabilidade. O crescimento do uso de IA aumenta significativamente a demanda energética dos data centers hospitalares. Com isso, práticas de eficiência energética e uso de fontes renováveis deixam de ser diferenciais e passam a ser critérios de escolha de parceiros tecnológicos.

“Os hospitais começam a exigir indicadores claros de desempenho ambiental. Sustentabilidade passa a ser um fator competitivo no setor de tecnologia em saúde”, explica o executivo.

A segurança da informação também se consolida como prioridade estratégica. O aumento das ameaças cibernéticas e o avanço de regulações nacionais e internacionais ampliam a demanda por arquiteturas baseadas em conceitos como “Zero Trust”, criptografia avançada e soberania dos dados. Ambientes híbridos ganham espaço por permitir que informações sensíveis permaneçam sob jurisdições específicas, sem renunciar à escalabilidade.

Além dos desafios tecnológicos, o setor enfrenta a escassez de profissionais especializados. Esse cenário provoca a contratação de serviços gerenciados, com empresas especializadas passando a assumir operações críticas, monitoramento contínuo e resposta a incidentes. “A combinação entre automação inteligente, serviços terceirizados e equipes qualificadas será determinante para garantir disponibilidade, segurança e continuidade operacional”, avalia Lima.

Para o diretor da Flowti, o futuro da infraestrutura hospitalar será construído a partir da integração entre tecnologia avançada, governança sólida e sustentabilidade operacional. Além disso, segundo Lima, hospitais que se anteciparem ao movimento estarão mais preparados para reduzir riscos, ganhar eficiência, escalar seus negócios e oferecer um cuidado mais seguro e qualificado ao paciente em um ambiente cada vez mais conectado.

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A transformação digital na área da saúde tem se mostrado cada vez mais essencial, especialmente com a implantação da inteligência artificial e arquiteturas híbridas. Essas tecnologias têm o potencial de revolucionar e otimizar o atendimento aos pacientes, tornando os diagnósticos mais precisos, os tratamentos mais eficazes e os processos mais eficientes.

Como servidor público há mais de 16 anos, vejo de perto os benefícios que a integração da inteligência artificial na saúde pode trazer para nossa sociedade. É fundamental que exploremos ao máximo o potencial dessas ferramentas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e garantir um atendimento mais humanizado e eficiente.

Acredito que, ao adotarmos a inteligência artificial e arquiteturas híbridas de forma estratégica e responsável, podemos alcançar avanços significativos na área da saúde, proporcionando um sistema mais ágil, preciso e acessível para todos. Cabe a nós, enquanto sociedade, refletir sobre como podemos utilizar essas tecnologias da melhor maneira possível e de que forma podemos contribuir para a construção de um futuro mais saudável e sustentável.

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