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OpenAI lança plano mais barato do ChatGPT e começa a testar anúncios — sinal de que a conta da IA começou a chegar

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O avanço da inteligência artificial generativa transformou a forma como milhões de pessoas trabalham, estudam e se informam. Mas, por trás do sucesso do ChatGPT, a OpenAI ainda opera no vermelho. Agora, a empresa dá sinais claros de que a fase de crescimento sem cobranças diretas está chegando ao fim, com a expansão de planos mais baratos e a introdução controlada de publicidade dentro do chatbot.

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ChatGPT Go chega aos EUA e se torna o plano mais barato

A OpenAI confirmou que o ChatGPT Go, sua opção de assinatura mais acessível, passa a ser oferecido nos Estados Unidos. O plano, que custa US$ 8 por mês, já estava disponível em outros mercados e agora alcança um total de 170 países.

O ChatGPT Go não é um nível totalmente novo, mas uma versão intermediária entre o uso gratuito e os planos mais caros. Ele amplia os limites de mensagens, envio de arquivos e geração de imagens, além de oferecer acesso mais amplo ao modelo mais recente da empresa — benefícios que não estão disponíveis para usuários gratuitos.

Anúncios entram no ChatGPT — primeiro nos planos mais baratos

Junto à expansão do plano Go, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios e inserções patrocinadas tanto na versão gratuita quanto no ChatGPT Go. Já os planos Pro, Business e Enterprise continuarão livres de publicidade, ao menos por enquanto.

Segundo a empresa, o objetivo é permitir que mais pessoas usem o ChatGPT com menos restrições, sem que precisem necessariamente pagar por assinaturas mais caras. Em outras palavras, a publicidade surge como uma alternativa para financiar o alto custo de operação da IA.

Como os anúncios vão funcionar, segundo a OpenAI

A OpenAI afirma que os anúncios serão “claramente identificados” e exibidos em áreas separadas da conversa principal com o chatbot. A empresa também garante que anunciantes não poderão influenciar as respostas geradas pelo ChatGPT.

De acordo com a companhia, os anúncios serão personalizados por padrão, mas os usuários poderão desativar essa personalização a qualquer momento. Menores de 18 anos não verão anúncios, e conteúdos sensíveis — como saúde, saúde mental e política — ficarão fora das áreas de publicidade.

Privacidade em destaque — ao menos no discurso

Ciente da desconfiança do público, a OpenAI reforçou que conversas e dados dos usuários não serão compartilhados nem vendidos a anunciantes. “Suas conversas com o ChatGPT permanecem privadas”, afirmou a empresa em comunicado oficial.

Ainda assim, a cautela do público é compreensível. Recentemente, usuários reagiram negativamente ao confundir uma integração experimental do ChatGPT com compras no site da Target como se fosse publicidade disfarçada. O episódio deixou claro o quão sensível é a linha entre utilidade e propaganda dentro de uma interface conversacional.

Pressão financeira e paciência dos investidores

Apesar do crescimento explosivo do uso de IA, a OpenAI continua operando com prejuízo e, segundo projeções, pode permanecer no vermelho até o fim da década. Com grande parte da economia apostando que a inteligência artificial se tornará uma máquina de gerar lucros, a paciência de investidores tende a diminuir.

Hoje, a maioria das pessoas não paga por ferramentas de IA, e ainda não existe um modelo de negócios claramente sustentável que não dependa de uma ruptura tecnológica ainda incerta. A publicidade, por si só, dificilmente resolverá o problema — mas indica que a empresa reconhece a urgência da situação.

Um experimento que revela mudança de fase

O lançamento do ChatGPT Go nos EUA e a introdução de anúncios nas versões mais baratas sugerem que a OpenAI entrou em uma nova etapa. A prioridade já não é apenas crescer e dominar o mercado, mas mostrar que existe um caminho plausível para gerar receita.

Se os anúncios serão bem recebidos — ou se comprometerão a experiência do usuário — ainda é uma incógnita. O que já está claro é que a era da inteligência artificial “gratuita e sem custos aparentes” começa a dar lugar a uma realidade mais próxima da de outras grandes plataformas digitais: alguém precisa pagar a conta.

 

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