Parece cena de um filme futurista, mas é real: engenheiros e designers do mundo já desenvolveram vários projetos visando transformar langeries e biquínis — símbolo máximo do verão — em laboratórios de tecnologia vestível. A ideia é simples (e genial): unir conforto, sustentabilidade e inovação em peças de roupa.
E não estamos falando só de tecidos respiráveis ou cortes anatômicos, mas de itens que carregam celulares com energia solar, mantêm o corpo fresquinho e até ajudam a gelar bebidas na praia. Pois é, que dizer que, com criatividade, a moda praia poderia ganhar até fios condutores e painéis solares. O que acha?
O biquíni que carrega o celular
Vamos começar este artigo do Engenharia 360 citando o trabalho do designer americano Andrew Schneider, que criou o famoso Solar Bikini — uma peça equipada com 40 mini painéis fotovoltaicos conectados por fios condutores.
Enquanto a maioria das pessoas ia à praia apenas para pegar um bronze, Schneider pensou além: “Por que não usar o próprio sol para gerar energia e carregar nossos aparelhos?”
O resultado? Um biquíni que transforma raios solares em eletricidade suficiente para alimentar smartphones, iPods e câmeras digitais. A energia é transferida por uma entrada USB discreta costurada na peça.
O sutiã que refresca o corpo
Enquanto Schneider explorava a energia solar, a japonesa Triumph International focou em um problema bem conhecido: o calor sufocante do verão.
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A empresa desenvolveu um sutiã com gel refrigerante que reduz a temperatura corporal e traz uma sensação de frescor instantâneo — tipo aquelas máscaras para os olhos. O mais curioso? O modelo foi lançado com um toque de humor, simulando peixinhos nadando dentro das taças do sutiã, como se fossem pequenos aquários tropicais.
A ideia surgiu em 2011, quando o Japão enfrentava uma crise energética após o desastre nuclear de Fukushima. Com as usinas desligadas, o país buscava formas criativas de economizar energia — inclusive na moda.


Lingeries que captam energia solar
Outra criação da Triumph chamou a atenção do mundo: um sutiã solar equipado com pequenos painéis fotovoltaicos capazes de gerar energia suficiente para carregar dispositivos eletrônicos leves.
A ideia era ótima, mas havia um pequeno problema: como a lingerie normalmente fica debaixo da roupa, o painel não receberia sol suficiente para funcionar. Mesmo assim, o conceito despertou debates sobre sustentabilidade na moda íntima e o papel da engenharia ambiental em produtos do dia a dia.
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Short que gela cerveja
Sim, você leu certo. O mesmo Andrew Schneider, criador do Solar Bikini, revelou que outro de seus projetos era um short masculino (ou “sunga”) capaz de resfriar bebidas usando energia solar — o iDrink. proposta era usar uma área maior de painéis solares para alimentar um pequeno sistema de refrigeração portátil, perfeito para quem quer curtir o sol sem precisar correr até o cooler.


Engenharia e moda = o nascimento das “wearable technologies”
Essas criações fazem parte de um movimento maior conhecido como tecnologia vestível (ou wearable tech), que une design, moda e engenharia para criar roupas e acessórios inteligentes.
Entre os exemplos mais populares estão os relógios que medem batimentos cardíacos, os tênis que monitoram passos e agora, os biquínis solares que produzem energia limpa enquanto você pega um bronze.
O desafio dos engenheiros é transformar essas ideias em produtos confortáveis, resistentes à água e com designs atraentes — porque, convenhamos, ninguém quer usar algo que parece um experimento de laboratório na praia.
O futuro da praia é tech, divertido e consciente
A moda é uma das indústrias que mais poluem no mundo. Porém, ideias inovadoras de engenharia e design vêm abrindo caminho para uma nova era sustentável. Elas mostram que a engenharia não serve só para construir pontes e arranha-céus — ela também pode reinventar algo tão cotidiano quanto uma peça de roupa e torná-la uma aliada do planeta.
E se o verão é sinônimo de liberdade, diversão e sol, nada mais justo que a engenharia esteja lá também, garantindo que a tecnologia trabalhe a nosso favor — e de forma sustentável.
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Fontes: New Atlas, UOL, G1, Extra Globo, BBC, Capricho.
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