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Nasi lança novo single de álbum produzido com inteligência artificial

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‘Corpo Fechado’ ganhou uma abordagem orientada ao samba; cantor do Ira! diz que IA foi utilizada para retrabalhar material já existente

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Nasi, vocalista do Ira!, lançou a música “Corpo Fechado”, primeiro single e videoclipe de do álbum solo nAsI Artificial Intelligence. No disco, o cantor utiliza inteligência artificial para retrabalhar músicas de seu repertório.




O vocalista Nasi

O vocalista Nasi

Foto: divulgação / Rolling Stone Brasil

Lançada originalmente em 2006, no álbum Onde os Anjos Não Ousam Pisar, “Corpo Fechado” remetia aos clássicos da gravadora Stax. Agora, ganha uma nova roupagem e se transforma em um samba da Velha Guarda, ao estilo Noriel Vilela, inspirado em grandes bambas do Partido Alto.

Confira abaixo.

Não é correto dizer que as versões de nAsI – Artificial Intelligence foram criadas por IA, porque elas já existiam. No entanto, o artista admite que colocou softwares para desenvolver versões diferentes a partir de material prévio gravado pelo próprio artista anteriormente.

Ao revelar seu novo projeto em entrevista a Julio Maria, do jornal Folha de S. Paulo, Nasi é sincero ao já prever controvérsia:

“Alguns vão jogar pedras, mas não estou nem aí.”

Seis músicas já estão prontas, dentre elas versões para “Corpo Fechado”, “Feitiço na Rua 23”, “Ogum” e “Alma Noturna”. Todas foram lançadas por Nasi em algum momento de sua carreira.

Nasi e a inteligência artificial

Questionado se usar IA para criar um disco não seria atuar em detrimento da arte e do próprio ganha pão dos músicos, Nasi argumenta:

“Não sou contra o pagamento de direitos e estou pronto para fazer isso se alguém reclamar, mas o que a IA está fazendo é o que sempre fizemos quando dizíamos: ‘Vamos compor um rock tipo Led Zeppelin? Vamos fazer um blues tipo Chicago?’ O Ira! está cheio de referências do The Who. Você acha que eles pensaram em nos processar por isso?”

Gravações reais

As únicas gravações reais do álbum foram feitas pela cantora e guitarrista Nanda Moura e pelo baixista do Ira!, Johnny Boy, na guitarra, além de dois instrumentistas que tocaram violoncelo e trompete.

Nasi diz que é possível perceber a diferença, pois em alguns momentos as partes de IA soam “perfeitas demais”. Ele admite que existe o risco de “desumanizar a canção e torná-la robótica”. No entanto, se mostra satisfeito com o resultado e afirma:

“O ideal seria a mistura entre IA, arranjadores e músicos, todos trabalhando juntos.”

O cantor Nasi lançou sua primeira música do novo álbum feito com inteligência artificial, trazendo uma nova abordagem à produção musical. A utilização da IA nesse processo pode trazer benefícios como maior eficiência na composição e produção de músicas, abrindo novas possibilidades criativas. A tecnologia está cada vez mais presente em nossa sociedade e pode ser uma aliada para melhorar diversos aspectos de nossa vida. Vale a pena refletir sobre como podemos utilizar a inteligência artificial de forma positiva e como isso pode impactar nossa qualidade de vida.

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