Há anos, a Apple repete a mesma promessa: tornar a Siri realmente inteligente, contextual e útil. Durante muito tempo, isso soou mais como marketing do que como realidade. Agora, porém, algo começa a mudar. Em vez de esperar a próxima grande atualização do sistema, a empresa prepara uma apresentação antecipada que pode redefinir o futuro do assistente — e mostrar que a Apple finalmente entrou no jogo da inteligência artificial generativa.
Um passo antecipado que muda o ritmo da Apple
Segundo informações reveladas por Mark Gurman em Bloomberg, a Apple planeja apresentar, já em fevereiro, uma nova versão da Siri. Diferente do que se imaginava, a empresa não vai esperar o iOS 27 para dar esse salto.
A demonstração está prevista para a segunda quinzena do mês e marcará a maior mudança interna no funcionamento do assistente desde o seu lançamento. Não se trata ainda de um novo visual ou de uma experiência conversacional completa, mas de algo mais profundo: a forma como a Siri entende informações, contextos e ações.
Na prática, a Apple começa a entregar aquilo que prometia há anos — uma Siri menos mecânica e mais próxima de um assistente inteligente de verdade.
O que a nova Siri finalmente passa a entender
Essa versão inicial vai introduzir capacidades que sempre faltaram ao assistente. Entre elas, a compreensão contextual de dados pessoais, a interpretação do que aparece na tela e a execução de ações mais complexas a partir dessas informações.
Isso significa que a Siri deixa de operar apenas com comandos isolados. Em vez de responder a ordens pontuais, ela passa a entender situações. É um movimento que aproxima o assistente da experiência oferecida por soluções baseadas em grandes modelos de linguagem, algo que concorrentes já vinham explorando.
Para a Apple, esse avanço é estratégico. Não se trata apenas de melhorar respostas, mas de tornar a Siri relevante no uso diário. Um assistente que entende o contexto pode agir de forma proativa, conectar informações e reduzir atritos — exatamente o tipo de utilidade que a empresa sempre vendeu como diferencial.
Gemini por dentro, controle total por fora
O ponto mais sensível da mudança está na tecnologia usada. A nova Siri será impulsionada por modelos da Google, sob a marca Gemini. Ainda assim, a Apple evita tratar isso como uma simples integração externa.
Internamente, esses modelos recebem o nome de Apple Foundation Models versão 10 e rodam dentro da infraestrutura de Private Cloud Compute. Isso permite processar tarefas complexas sem que dados sensíveis saiam do ecossistema da empresa — um ponto central na estratégia de privacidade da Apple.
Esse movimento revela uma admissão silenciosa: para acelerar a evolução da Siri, a Apple precisou recorrer a modelos externos. Mas fez isso sem abrir mão do controle sobre a experiência e os dados do usuário.
A nova Siri chegará junto ao iOS 26.4, cuja fase beta começa em fevereiro, inicialmente para desenvolvedores e participantes do programa público. Ela funcionará como um grande campo de testes antes do redesenho total previsto para o futuro.
Uma transição calculada, não uma ruptura
A Apple sabe que a Siri carrega uma reputação difícil quando comparada a assistentes como ChatGPT ou o próprio Gemini. Por isso, optou por uma transição em duas etapas: primeiro, fortalecer o “cérebro” do assistente; depois, redesenhar a interface e a forma de interação.
Essa segunda fase está reservada para o iOS 27, que deve ser apresentado na WWDC 2026. Até lá, a empresa poderá observar o uso real, ajustar comportamentos e reduzir riscos antes de colocar a Siri no centro de sua estratégia de IA.
O anúncio de fevereiro envia uma mensagem clara: a Apple não quer mais parecer atrasada na corrida da inteligência artificial. Pode não liderar o setor, mas também não pretende ficar fora dele.
A nova Siri ainda não será definitiva. Mas, pela primeira vez em muito tempo, o caminho parece alinhado com o que a Apple sempre prometeu.
A recente decisão da Apple de agir antes do lançamento do iOS 27 gerou muitas especulações e expectativas entre os usuários. A atualização do sistema operacional traz diversas novidades e melhorias, mas é a Siri, assistente virtual da Apple, que está no centro das atenções. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo essa mudança como uma oportunidade para os usuários explorarem ao máximo as funcionalidades da Siri e tirarem o melhor proveito do serviço prestado pela Apple. A integração da assistente virtual em diferentes aspectos do sistema operacional promete facilitar a vida dos usuários e otimizar a experiência de uso. Vale a pena acompanhar de perto as atualizações da Apple e refletir sobre como essa mudança pode ser útil no dia a dia.

