Ao completar e celebrar 50 anos de carreira, o cantor e compositor Guilherme Arantes manifestou ceticismo em relação ao uso da inteligência artificial (IA) na criação musical.
Em entrevista a Thales de Menezes para a Folha de S.Paulo, o músico de 72 anos afirmou que, embora a tecnologia seja capaz de replicar produtos finais, ela falha em reproduzir o processo humano e a carga emocional que dão valor à arte.
Para Arantes, a IA é essencialmente uma ferramenta de “replicação de produto” que não alcança o “fazer” artístico. Ele utiliza uma analogia com as artes plásticas para ilustrar seu ponto de vista:
“Ela replica o Van Gogh, mas não replica o drama do Van Gogh. E é o drama dele que faz o quadro valer US$ 100 milhões.”
Em seguida, acrescenta, defendendo que o verdadeiro desafio da arte reside no processo criativo, e não apenas no resultado final:
“Eu não acredito na IA. Claro que nós vamos adotar muita robotização. É maravilhoso você poder encontrar tudo online. Mas o fazer é o principal. O desafiador não é o produto, aí é que está o equívoco desta época.”
Vivendo o que chama de “terceiro tempo” de sua trajetória, o artista opta por se distanciar das tendências tecnológicas e comerciais contemporâneas, como as músicas curtas para redes sociais.
Guilherme Arantes, Interdimensional e 50 Anos-Luz
Em seu trabalho mais novo, Interdimensional (2026), Guilherme Arantes aposta em composições longas e no lançamento em formato de LP, buscando refúgio em influências da bossa nova e do samba-canção.
Atualmente, Guilherme Arantes prepara-se para a turnê 50 Anos-Luz, com estreia marcada para março em São Paulo. O foco está em um repertório que perpassa seus mais de 20 álbuns gravados.
O espetáculo promete levar o público a revisitar sucessos que atravessaram gerações e fronteiras. Canções icônicas como “Amanhã”, “Planeta Água”, “Um Dia, Um Adeus”, “Coisas do Brasil” e “Deixa Chover”, entre tantas outras, farão parte do repertório.
A turnê está prevista para começar em março de 2026, na cidade de São Paulo, no Espaço Unimed. De lá, ela seguirá para cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e outras.
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Neste texto, vamos abordar o posicionamento do cantor Guilherme Arantes sobre a utilização da inteligência artificial na música. Mesmo diante dos avanços tecnológicos, o artista não acredita que a IA possa substituir a criatividade e a emoção humana no processo de composição musical. A discussão sobre o impacto da tecnologia na arte é relevante e nos faz refletir sobre como podemos utilizar a Inteligência Artificial de forma eficaz para melhorar nossa sociedade e qualidade de vida. Cabe a cada um de nós tirar suas próprias conclusões e explorar as possibilidades que a tecnologia nos oferece, sempre valorizando a singularidade e a expressão artística.

