O mercado de criptomoedas começou 2026 sob forte pressão. O Bitcoin, que no início de janeiro era negociado acima de US$ 90 mil, chegou a tocar os US$ 60 mil, acumulando uma das quedas mais intensas do ciclo recente, quase 50% abaixo do seu pico de outubro. Mas a expectativa é sempre de que, em algum momento, o mercado vá retomar os ganhos, mas como aproveitar esse movimento, principalmente com altcoins?
A queda recente trouxe de volta o medo, reduziu o apetite por risco e levou muitos investidores a questionarem se o mercado entrou em um novo inverno cripto. Nos últimos dias, porém, os preços passaram a mostrar sinais de consolidação, com o BTC oscilando em torno de US$ 65 mil a US$ 70 mil e reduzindo a intensidade das liquidações.
Embora ainda seja cedo para decretar o fim da correção, analistas apontam que parte do excesso foi eliminado e que o mercado pode estar formando uma base. Volatilidade é inerente ao setor, e ciclos de alta e baixa fazem parte da história das criptomoedas. Em todos os grandes movimentos anteriores, períodos de pânico abriram espaço para novas oportunidades.
Diante desse cenário, o Portal do Bitcoin consultou especialistas para identificar altcoins menos óbvias, fora das de maior valor de mercado, que podem apresentar bom potencial de valorização em uma eventual retomada do mercado. A expectativa é que Bitcoin e Ethereum liderem naturalmente qualquer recuperação. A proposta aqui, no entanto, é mapear ativos “escondidos”, com fundamentos ou narrativas capazes de capturar fluxos assimétricos quando o capital voltar ao setor.
Ondo (ONDO)
A Ondo foi um dos nomes citados tanto pela equipe de Research do Mercado Bitcoin (MB) quanto por Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio. Segundo o MB, a criptomoeda se destaca por focar na tokenização de ativos tradicionais, como títulos públicos dos Estados Unidos, conectando o mercado financeiro tradicional ao ambiente on-chain.
Essa exposição ao setor de ativos do mundo real (RWA) coloca o projeto no centro de uma das narrativas mais fortes do ciclo atual: a digitalização de ativos tradicionais via blockchain. Com um valor de mercado inferior ao de grandes protocolos já consolidados, a ONDO tende a apresentar maior sensibilidade a fluxos de entrada de capital, o que pode amplificar movimentos de alta, mas também aumentar a volatilidade.
Para Ana de Mattos, o avanço do setor de RWAs, refletido no crescimento do TVL e da liquidez, cria um ambiente mais favorável para ativos ligados a esse segmento. Em um cenário de retomada puxada por capital institucional, a ONDO pode reagir com maior “beta” que os ativos maiores.
Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid também foi destaque entre as análises, e já tem chamado atenção do mercado. Ela surge como uma tese ligada diretamente ao aumento do apetite por risco. O protocolo opera no segmento de derivativos perpétuos e consolidou participação relevante no volume on-chain.
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Segundo Ana de Mattos, sua dinâmica está mais associada ao retorno do volume especulativo e da alavancagem do que a uma narrativa institucional clássica. Já Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext, destaca que a Hyperliquid foi um dos grandes destaques de 2025, alcançando cerca de US$ 3 trilhões em volume negociado e aproximadamente US$ 911 milhões em receita.
Em um cenário de retomada puxada por traders e volatilidade crescente, o token HYPE tende a responder por estar diretamente exposto ao fluxo de negociação.
Uniswap (UNI)
A Uniswap, principal DEX da rede Ethereum, também aparece entre as escolhidas pela equipe de Research do MB. O token UNI está ligado à governança do protocolo, que continua sendo peça central da infraestrutura DeFi.
A possível aprovação de um ETF ligado ao ativo é apontada como um potencial catalisador de valorização. Caso o ambiente regulatório avance e a liquidez retorne ao mercado, a UNI pode se beneficiar tanto do aumento de volume em exchanges descentralizadas quanto de maior visibilidade institucional.
Além disso, com o mercado ainda operando em regiões de sobrevenda, o token pode capturar movimentos técnicos relevantes em um eventual ciclo de recuperação mais amplo.
LayerZero (ZRO)
A LayerZero é outro nome citado pelo MB e que nos últimos dias já chamou atenção do mercado. O protocolo atua na interoperabilidade omnichain, permitindo comunicação entre diferentes blockchains. O avanço da nova blockchain “Zero”, apoiada por grandes instituições, reforça sua proposta de oferecer infraestrutura escalável para mercados financeiros digitais.
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Em um ambiente de retomada, projetos de infraestrutura tendem a ganhar destaque, especialmente se o mercado voltar a discutir integração entre redes e eficiência operacional. A interoperabilidade é vista como peça-chave para a expansão de aplicações institucionais e DeFi em larga escala.
Chainlink (LINK)
Para Ana de Mattos, a Chainlink tem papel central na infraestrutura do mercado cripto. Se a recuperação vier acompanhada de maior participação institucional e avanço da tokenização de ativos, a demanda por dados confiáveis e integrações on-chain tende a crescer.
A expansão dos produtos de dados em tempo real (Data Streams) e o anúncio de que a CME planeja lançar derivativos regulados aproximam o projeto da estrutura do mercado tradicional. Do ponto de vista técnico, a LINK mantém liquidez consistente e open interest relevante, fatores que favorecem a absorção de fluxo em ciclos de alta.
Por estar inserida na base operacional do ecossistema — conectando contratos inteligentes a dados do mundo real — a Chainlink pode capturar parte relevante de uma nova onda institucional.
Kaspa (KAS)
A Kaspa foi destacada por Demaman por reunir fundamentos estruturais que podem potencializar movimentos em ciclos de retomada. Sua arquitetura blockDAG permite que múltiplos blocos sejam criados e confirmados em paralelo, aumentando a velocidade de processamento sem comprometer a segurança do modelo Proof of Work.
Outro diferencial é o lançamento 100% comunitário, sem pré-mineração ou alocações para equipe e investidores. Com cerca de 95% da oferta já em circulação e emissão progressivamente decrescente, o ativo tende a operar sob uma dinâmica de escassez crescente — o que amplia a assimetria caso novos fluxos compradores entrem no mercado.
Ethena (ENA)
A Ethena está inserida na tese de stablecoins sintéticas e geração de rendimento on-chain. Seu modelo baseado na USDe, estruturado com hedge via derivativos, busca oferecer eficiência de capital dentro do DeFi.
Segundo Taiamã, o avanço regulatório nos EUA, com discussões sobre o Clarity Act, pode reduzir incertezas e favorecer protocolos mais estruturados e alinhados ao capital institucional. Em um ambiente de maior liquidez e juros mais baixos, ativos ligados a rendimento on-chain tendem a ganhar tração.
Embora ainda haja incertezas sobre o momento exato de uma virada de ciclo, analistas concordam que as maiores criptomoedas tendem a liderar os primeiros movimentos. No entanto, em fases de recuperação mais maduras, projetos com narrativas fortes, fundamentos sólidos e menor capitalização costumam apresentar desempenhos mais expressivos.
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Como servidor público há mais de 16 anos, vejo a importância de estar sempre atento às oportunidades de investimento no mercado financeiro. Recentemente, as criptomoedas têm ganhado destaque, com o Bitcoin liderando o caminho. No entanto, existem outras 7 criptomoedas que têm potencial para subir ainda mais em uma recuperação do mercado.
Diversificar os investimentos é uma estratégia inteligente para aumentar as chances de obter retornos positivos. Portanto, conhecer e considerar outras opções além do Bitcoin pode ser vantajoso. As criptomoedas como Ethereum, Ripple, Litecoin, entre outras, têm características únicas que as tornam atrativas para investidores que buscam lucratividade.
Ao analisar o cenário atual do mercado de criptomoedas, é importante estar atento às tendências e perspectivas de crescimento de cada ativo. Com o devido conhecimento e pesquisa, é possível identificar oportunidades e tirar o melhor proveito dessas alternativas de investimento.
Portanto, fica a reflexão: será que as criptomoedas além do Bitcoin podem oferecer possibilidades ainda mais rentáveis em uma recuperação do mercado? Cabe a cada investidor avaliar as opções disponíveis e decidir onde alocar seus recursos financeiros. O importante é estar bem-informado e preparado para tomar decisões assertivas.

