Depois de cinco anos sem editar um disco de originais, Pedro Abrunhosa volta a um formato que encara como próximo do livro, através de uma narrativa contínua, de coerência estética e de um fio condutor claro. Em Inverbo, essa unidade nasce sobretudo da palavra, trabalhada com rigor extremo e colocada no centro da canção.
Construído ao longo do tempo e assumidamente pensado como um todo, o álbum afirma-se tanto pela contenção como pela densidade poética. A escrita surge como um processo exigente e moroso, marcado por sucessivos cortes, revisões e reformulações, numa espécie de “carpintaria” ou “relojoaria”, que considera cada vez mais próxima da literatura. Assume a canção como um território onde música e palavra se encontram de forma misteriosa, exigindo uma atenção quase artesanal à musicalidade da língua portuguesa, palavra a palavra, sílaba a sílaba. É esse trabalho minucioso que sustenta a identidade do disco e lhe confere uma sonoridade cerimonial, por vezes próxima de uma liturgia laica.
Num contexto dominado pelo imediatismo, pelo algoritmo e pela lógica do single, Inverbo surge como uma afirmação deliberada da necessidade de um tempo musical mais longo e de uma escuta sem pressas. Abrunhosa não rejeita as plataformas digitais nem o sucesso no streaming, bem pelo contrário, mas recusa a homogeneização sonora e a criação orientada pelos resultados. Defende ainda uma ideia de criação artística assente na necessidade, e não na produção em série, valorizando a palavra como último reduto de resistência à reprodução mecânica.
Mais do que um disco de canções de amor no sentido estrito, Inverbo propõe uma leitura mais ampla, com o amor a funcionar como alegoria de ausência, rendição, esperança e persistência num tempo de incerteza. Sem pressa e sem concessões ao ruído exterior, o novo álbum reafirma Pedro Abrunhosa como um autor que continua a privilegiar a profundidade, a reflexão e a canção enquanto espaço de resistência – tanto cultural quanto política.
Depois de cinco anos sem editar um álbum de originais, porquê agora? Qual é a história deste disco?
De facto, são cinco anos sobre um disco de fundo, mas pelo meio editei uma série de singles e outros projetos paralelos. Já desde há algum tempo que passei a considerar o disco como um parente próximo do livro, em especial quando se trata de um disco de um cantautor. Bem sei que é uma palavra muito gasta, mas trata-se de uma narrativa. Uma narrativa poética, talvez, ou lírica, em cima de uma outra narrativa, que é a musical.
Ou seja, há um fio condutor, não é só um aglomerado de canções…
Sim, claro, há um fio condutor e esse fio condutor é, em primeiro lugar, a vivência interior do autor. Mas há também o propósito de uma certa unidade, de uma certa coesão estética. E isso é algo que demora, porque a escrita da canção é algo penoso, não é uma coisa que saia de sôfrego. Isso às vezes acontece, mas é muito raro, pelo menos para mim. E lá está, como isso infelizmente não acontece sempre, escrever canções requer muito, muito, muito trabalho.

Como é esse processo de criação da canção?
Há uma parte que demora mais tempo, que é a parte da escrita, que faço completamente sozinho. É um processo que não estará muito longe do processo de carpintaria de um escritor, como chamava o Lobo Antunes à forma como escrevia os seus livros. Ou seja, ele escrevia e depois havia por trás uma carpintaria da qual o leitor nunca se apercebe. Essa carpintaria é o deitar fora, o reutilizar, o refazer. Cada uma das minhas músicas tem para aí 20 ou 30 estrofes que nem sequer são usadas. Isso decorre da construção da harmonia da música. É um processo que se desenvolve à medida que eu vou escrevendo a letra e vou tocando. Agora se o processo musical e literário é simultâneo? Não. Porque eu tenho de escrever em função de algo que existe por baixo e, portanto, primeiro trabalho muito a harmonia. E só depois vou, aí sim, iniciar o tal processo de carpintaria, afinando a música em função da letra, porque a própria língua portuguesa tem uma musicalidade muito própria, que não pode ser contrariada. Muitas vezes, quero usar determinada palavra e ela simplesmente não encaixa, o que me obriga a voltar atrás, para um processo que será mais próximo da relojoaria, pois já é palavra a palavra. Já houve uma canção que chegou a estar suspensa durante dois meses, só por causa de uma palavra.
E sendo este um disco em que a palavra até sobressai mais do que noutros trabalhos anteriores, como é que foi feita essa relojoaria?
Já vi cadernos de rascunhos de poetas como o Tolentino, o Miguel Torga ou o Jorge Sousa Braga, em que a palavra está constantemente a ser rasurada. E nós perguntamos porque é que o autor rasurou aquela palavra, porque é que voltou para trás, porque é que riscou, porque é que aquela estrofe não serve? E, de facto, não há explicação para isso a não ser a do próprio. E a palavra, neste disco, foi trabalhada assim, com essa precisão do bisturi. Em que escrevo e corrijo e escrevo e corrijo… Creio, aliás, que a palavra sempre foi o mais importante da minha escrita musical ao longo dos meus 30 anos de discos. Eu já era músico antes, fui contrabaixista de jazz durante 12 anos. E enquanto músico, pronto, cumpri aquele papel. Mas porque é que eu me tornei um escritor de canções quando já era músico? Porque sentia a necessidade da força da palavra. E, portanto, a palavra passou a ser o grande objeto. É sobre ela que eu trabalho. A palavra, no sentido mais poético, em que cada palavra pode ter muitos sentidos, ao contrário, por exemplo, do que acontece no jornalismo. Quando dou esta entrevista, as minhas palavras têm apenas um significado, mas na poesia não, e é essa a maravilha da poesia, esta entidade ampla, não é? É algo de tal maneira abrangente que até nos faz chorar.
Para apreciar um El Greco, temos de dispor de tempo. Para ler um livro como Os Irmãos Karamazov, do Dostoiévski, temos de dispor de tempo. E não querendo comparar-me a nenhum destes génios, o meu disco também precisa de disponibilidade para se ouvir
E quando associado à música não só ganha esses diversos significados, como as pessoas se apropriam da própria poesia, tornando-a muitas vezes outra coisa…
É exatamente isso. E é esse processo de ligação de uma à outra que é absolutamente mistérico, por juntar dois universos artísticos completamente diferentes, o literário e o musical, que existem em conjunto há pelo menos 2 600 anos, porque sabemos, por exemplo, que a Ilíada e a Odisseia eram cantadas. A canção sempre existiu, sempre funcionou e continua a ser um mistério.
Foi esse mistério, essa magia, que o levou a querer ser escritor de canções e não apenas um músico, que também tem algo de mágico?
Eu era um péssimo contrabaixista (Risos). A sério, e além disso também sou um péssimo cantor. Estou a falar a sério. Eu não passava de um contrabaixista razoável, sou um pianista autodidata, porque nunca tive aulas de piano, e sou um cantor terrível, mas estou muito bem acompanhado.
Isso não é um bocadinho síndrome do impostor?
Não é não, canto de facto muito mal. Há gente que canta muito bem e com quem nem me consigo comparar, embora no caso do pop rock, por vezes, cantar bem atrapalhe. Aliás, são pouquíssimos os vocalistas de rock que cantam bem. Um exemplo supremo de gajo que canta bem e é maravilhoso a compor foi o Freddy Mercury, que tinha uma capacidade vocal impressionante. E depois também há o exemplo do supremo escritor de canções que canta miseravelmente, que é o Bob Dylan. E entre um e outro não há nenhuma diferença de genialidade, são ambos fenomenais, mas o Bob Dylan não é um cantor, é um escritor de canções, que é o que eu me considero.
E, neste disco, porquê a opção de sublinhar mais a palavra e não tanto, se calhar, o lado mais pop, apesar de ser igualmente muito rico em termos musicais? É um disco que tem uma sonoridade muito cerimonial, num sentido quase religioso, que talvez não seja a palavra mais certa…
Pelo contrário, é exatamente isso. Eu sou agnóstico, mas palavras como religião, liturgia, sagrado ou espiritual não pertencem só ao domínio do divino. Nós podemos ser religiosos perante um jogo de futebol, ao nível da entrega e devoção com que o vivemos. E, de facto, há esse lado cerimonial. Vou mais longe e diria que há uma liturgia neste disco. Uma liturgia muito mais artística e espiritual, sem sagrado e sem dogma. Com algumas exceções, a música que atualmente se ouve já não tem esse lado. O algoritmo e a digitalização, a democratização não só da divulgação mas da própria produção, pioraram a qualidade da música. A própria palavra produção é antagonista da palavra criação. Porque criar é um ato de dor, enquanto produzir é um ato do capital. E, portanto, a produção é sempre para algo que visa um resultado, enquanto a arte visa uma necessidade. Com algumas exceções, existe atualmente uma certa mesmização da sonoridade musical, sempre o mesmo som, os mesmos efeitos. É também por isso que a Inteligência Artificial tem tanto sucesso, por tornar fácil fazer igual. O problema não é as máquinas fazerem músicas como homens, o problema é os homens fazerem músicas como máquinas, porque as máquinas apenas reproduzem e imitam, não criam. E nesse sentido mais filosófico da criação, a canção necessita muito mais da palavra, porque é algo que a máquina não domina. Apesar de dominar o léxico e ter lá o dicionário todo, não tem a sintaxe.
Nem o sentimento…
Exato, sobretudo não tem a emoção, o nojo, a dor, o luto, o medo. É por isso que, cada vez mais, investirei na palavra, muito embora, tenho de o confessar, esteja fascinado pelas potencialidades da máquina, que quero utilizar cada vez mais no futuro, mas domesticando-a e não sendo domesticado por ela. Ou, pelo menos, vou tentar.
Esteve recentemente em Roma, numa conversa a três com o poeta e cardeal Tolentino Mendonça e a pianista Maria João Pires, que será depois transformada num documentário. Que projeto é esse?
Essa conversa foi gravada e será posteriormente divulgada online. Terá como título O Elogio do Silêncio e foi uma conversa notável, na qual tive o privilégio de ouvir dois dos maiores criadores de silêncio, ou antes dois escultores de silêncio, o Tolentino na poesia e no pensamento, e a Maria João Pires na música. Foi uma conversa gravada no Vaticano por razões logísticas. O projeto inicial incluía a Lídia Jorge, que infelizmente não pôde estar presente por razões familiares. E coincidiu que foi gravado apenas um dia antes do lançamento do disco.
Não tem, portanto, a ver com este disco?
Na prática não, mas espiritualmente tem tudo a ver.
Até porque essas duas pessoas pertencem, cada uma delas, aos dois universos que junta neste disco.
É exatamente isso. E por isso mesmo é que, naquela conversa, me mantive no meu próprio silêncio. Eu fui ouvi-los, disse muito pouco.
Falou há instantes no processo de fazer um disco, no tempo que demora para encontrar um fio condutor, uma coerência. E depois também já falou do algoritmo e das novas formas, muito mais imediatas, de se ouvir música. Pode-se dizer que, hoje em dia, fazer um álbum é quase um ato de resistência? Porque há quase a ditadura do single e as pessoas ouvem as canções de forma isolada.
É verdade, mas uma coisa não invalida a outra. O meu single Que o Amor te Salve Nesta Noite Escura tem 20 e tal milhões de streamings e outros tantos no YouTube. Se o streaming funcionar bem, não tenho nada contra. Mas tem de funcionar bem pelas melhores razões, não porque se encaixa naquilo que as pessoas supostamente querem ouvir, mas porque se encaixa naquilo que as pessoas precisam de ouvir, o que é muito diferente. Usando uma frase lindíssima do último livro do Tolentino, “o caminho vai de encontro ao caminhante” e não o contrário. A minha música também vai de encontro ao ouvinte. Atenção, não quero ser pretensioso, nem estar com falsas loas sobre mim próprio. Não é isso. O que quero dizer é que a minha música, apesar de não se encaixar na tal mesmização do algoritmo rápido, há qualquer coisa nela que vai de encontro às pessoas, que supre uma necessidade interior, que as pessoas adotam, no sentido de a tornarem sua, como se percebe em todos os meus espetáculos. E eu quero continuar nesse caminho. E a palavra é mesmo essa, resistência. Estamos a atravessar um momento tormentoso da História, que é esta epopeia do neoliberalismo, que continua em ascensão por um lado, mas também já está em decadência por outro. O neoliberalismo é o oposto daquilo que é o bem comum, pois advoga o cada um por si, mas com o lucro a ir sempre para um só. Enquanto sociedade, não podemos cair nesta falácia. E cada um de nós, na sua atividade, tem de resistir. Por exemplo, o jornalismo é uma atividade absolutamente idêntica à minha. Hoje em dia o jornalismo é por si só um ato de resistência e o que a VISÃO está a fazer é notável. Esse processo de um regime que se impõe aos outros através da tirania do lucro e do algoritmo é apenas mais um exemplo. Aliás, aonde é que vai dar o algoritmo? Vai dar a seis ou sete pessoas no mundo. E a ausência de informação vai beneficiar mais seis ou sete pessoas, provavelmente as mesmas. Portanto, todos os artistas, os jornalistas, os filósofos, todas as profissões profundamente humanas, como os professores ou os médicos, têm um papel a cumprir para evitar esta degradação. E o meu é este, de escrever umas canções. Só isso.
Só conseguiremos sair das redes sociais se dignificarmosas pessoasno seu âmbito social. Se não lhes cortarmos rendimentos,se não lhe retirarmos direitos com pacotes laborais, se não abolirmos o Estado social, se lhes dermos crechespara os filhos
Olhando para os títulos dos temas que compõem o álbum, à partida sugerem que são canções de amor, mas depois, ouvindo-as com mais atenção, apercebemo-nos de que há um outro lado que se calhar tem a ver com o que estava a dizer. Há ali uma espécie de desencanto esperançoso que vai muito além do mero amor físico, concorda?
Certíssimo, até porque o amor, seja que de tipo for, é sempre muito idêntico. Nós somos todos iguais no amor. E por isso o Tolstoi, logo no início do romance Anna Karenina, diz que “todas as famílias felizes se parecem umas com as outras”, mas que “cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Quando falo de amor, estou de certa forma a alegorizar o amor de todos nós, mas nunca é apenas um amor carnal, é sempre uma projeção de algo maior. E há de facto essa nota de esperança, que está muito explícita, por exemplo, na canção É Sempre Escuro Antes de Amanhecer. Não só é forçoso que haja, como é forçoso que a passemos aos outros. Sim, está escuro, mas amanhã fará luz. Se existe algo certo na vida, é que depois da noite vem sempre um amanhecer. E esse reduto de esperança, até pelo ambiente político em que vivemos, com um Presidente completamente disfuncional nos Estados Unidos da América, é importantíssimo. Sim, está escuro agora, mas haverá eleições daqui a três anos. Toda a Europa deve estar neste momento a pensar que é sempre escuro antes de amanhecer. Portanto, essa leitura de que é preciso continuar a haver esperança, mesmo durante os períodos de maior escuridão, está correta.
E a arte ajuda a ter esperança?
A arte é um terreno sempre muito movediço em relação ao poder, porque não é domável e expõe o feio. O filósofo italiano Nuccio Ordine tem um livro maravilhoso chamado A Utilidade do Inútil e a arte é de facto algo que, aos olhos do neoliberalismo, é completamente inútil. Mas aos olhos da Humanidade, a arte é uma das funções vitais, que nos tem permitido destacar-nos do cão, da lula ou do piolho. Se não fosse a arte, essa força vital, quando há 45 mil anos, as tribos tinham de sobreviver ao frio, à fome, aos inimigos e às agruras da Natureza, como é que iam encontrar em si a necessidade de fazer aquelas maravilhas nas grutas onde viviam? É, de facto, uma necessidade humana de inconformidade para com o presente. E é uma alternativa à religião, já agora. E um ato de inconformismo, muitas vezes, perante o poder.
E considera importante, em momentos tão polarizados como os que atualmente se vivem, que os artistas tenham a obrigação de tomar uma posição de acordo com as suas opções ou crenças políticas?
Não têm essa obrigação, mas, como todas as pessoas, têm uma opinião pessoal e farão uso dela como entenderem. A arte não deve ser panfletária, porque isso a torna meramente utilitária. Mas há quem o faça de uma maneira genial. Um grande exemplo disso é o Bordalo II, que acabou de inaugurar uma retrete que é das obras mais irreverentes e mais bem conseguidas de intervenção política através da arte nestes últimos anos. Agora, também corre o risco, em termos artísticos, de ficar demasiado marcado por isso. Mas cada qual tem a sua opinião e a pluralidade do meio artístico ficou, por exemplo, muito bem patente no apoio aos diferentes candidatos à Presidência da República. Todos eles tiveram o apoio de artistas e isso não menoriza a arte que esses artistas fazem. Essa polarização que vivemos é muito forçada pelo universo das redes sociais, porque a rede social não permite o diálogo. A rede social tem como objetivo único a menorização do ser humano, porque reduz as nossas múltiplas capacidades, físicas e mentais, à pequenez de um ecrã. É impossível, através da superficialidade das redes sociais, usufruir-se da profundidade de conteúdo da literatura, da pintura, da escultura. Para apreciar um El Greco, temos de dispor do tempo. Para ler um livro como Os Irmãos Karamazov, do Dostoiévski, temos de dispor de tempo. E não querendo comparar-me a nenhum destes génios, o meu disco também precisa de disponibilidade para se ouvir. E essa é a minha opção política, de me distanciar, enquanto artista, da tal mesmização de que falávamos há pouco. É esse o meu contributo para dirimir o conflito das redes sociais e passar para outro espaço de debate, para ver se o debate melhora, tanto na qualidade como no efeito.

E como é que isso pode ser feito?
O problema, e é um problema grave, é que socialmente há poucas alternativas. Qual é o agricultor, no Interior do País, que além de cultivar o seu campo, tem tempo para ler Dostoiévski ou ir ver El Greco? Não tem tempo nem tem oportunidade. Talvez nos países nórdicos essa diferença social não exista, mas nos bairros sociais do Porto ou de Lisboa quais são as famílias que podem colocar os seus filhos a usufruir da arte? Portanto, a meritocracia de que tanto se fala simplesmente não existe, é apenas mais uma falácia. Pessoas como eu, que são altamente privilegiadas, conseguem usufruir da profundidade da arte, mas aqueles que mergulham no telemóvel, a cavalgar na onda da tal bipolarização, fazem-no porque não têm a oportunidade de ver a maravilha de mundo que eu vejo. E é isso que é preciso combater. Só conseguiremos sair das redes sociais se dignificarmos as pessoas no seu âmbito social. Se não lhes cortarmos rendimentos, se não lhe retirarmos direitos com pacotes laborais, se não abolirmos o Estado social, se lhes dermos creches para os filhos, que é para as pessoas terem tempo e oportunidade para finalmente escaparem do telemóvel. E, sobretudo, apostar na educação dos nossos filhos, pois só através da educação é que se pode vencer a bipolarização das redes sociais.
A Inteligência Artificial tem se destacado cada vez mais por sua capacidade de realizar tarefas de forma rápida e eficiente. No entanto, é importante refletir sobre o impacto que essa tecnologia pode ter em nossa sociedade. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo a importância de utilizarmos a Inteligência Artificial de forma consciente, visando sempre a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
É fundamental lembrar que a criatividade e a emoção são características humanas que não podem ser reproduzidas por máquinas. O verdadeiro desafio está em encontrar o equilíbrio entre a praticidade proporcionada pela Inteligência Artificial e a singularidade e autenticidade que apenas os seres humanos podem oferecer.
Ao pensarmos em como tirar o melhor proveito da Inteligência Artificial, devemos buscar formas de utilizá-la para facilitar processos e tornar a sociedade mais eficiente, sem perder de vista a importância de valorizar a individualidade e a diversidade. Afinal, o verdadeiro sucesso da Inteligência Artificial está em potencializar as habilidades humanas, e não em substituí-las.
Portanto, cabe a cada um de nós refletir sobre como podemos utilizar a tecnologia de forma responsável e ética, visando sempre o bem-estar coletivo. A Inteligência Artificial pode ser uma aliada poderosa para alcançarmos a excelência em diversas áreas, desde que saibamos como integrá-la de forma inteligente em nossa sociedade. A oportunidade está em nossas mãos, e cabe a nós decidir o melhor caminho a seguir.

