Durante a campanha à reeleição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu fazer do país “a capital cripto do mundo”. Já no governo, vieram movimentos que agradaram o setor, como a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin e uma guinada no discurso oficial sobre ativos digitais.
No preço, a euforia também apareceu, com o Bitcoin rompendo recordes e passando de US$ 125 mil em outubro de 2025. Só que, nos últimos meses, o mercado virou a mão. Nesta semana, a criptomoeda voltou para a faixa de US$ 68 mil (patamar semelhante ao de meados de 2024), devolvendo boa parte da alta e reabrindo a discussão do porquê o “trade Trump pró-cripto” não se sustentou.
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Política não garante o “timing”
A ordem executiva que instituiu a Strategic Bitcoin Reserve e um “estoque” federal de outros criptoativos foi um marco simbólico, vendida como sinal de que o governo pretende tratar o Bitcoin como ativo estratégico de longo prazo.
Só que o mercado não reage apenas ao sinal, mas também ao ritmo. Se a implementação não acompanha as expectativas, o entusiasmo inicial dá lugar à correção.
Além disso, o governo trocou a liderança da Securities and Exchange Commission (SEC, equivalente à CVM dos EUA) e Paul S. Atkins tomou posse como chairman em abril de 2025, em uma indicação de perfil mais favorável ao setor.
Ao mesmo tempo, a Casa Branca também publicou uma ordem executiva de janeiro de 2025 reposicionando a estratégia federal para tecnologia financeira digital, revogando, inclusive, diretrizes anteriores sobre ativos digitais.
Esse movimento parece melhorar o “vento” regulatório, mas não resolve o dilema de quais são as regras do jogo e quem fiscaliza o quê. Sem um arcabouço detalhado, parte do dinheiro institucional fica na defensiva, e o mercado, que costuma antecipar tudo, corrige quando percebe que a entrega é mais lenta.
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A liquidez manda
Mesmo com a narrativa do “ouro digital”, o Bitcoin segue se comportando como um ativo sensível à liquidez e posicionamento. Quando o mercado entra em modo de menor alavancagem e maior seletividade, as criptos costumam sofrer mais do que classes defensivas.
Esse tipo de correção não exige um “fato novo” contra o setor. Muitas vezes, basta o fluxo mudar e a alavancagem sair do sistema, especialmente após um rali que levou o ativo a novas máximas.
O recuo forte reabre o debate sobre maturidade do mercado. Em vez de uma alta movida por promessa e narrativa, o próximo ciclo tende a depender mais de uso prático, integração financeira e infraestrutura regulatória. E esses temas levam tempo para sair do papel.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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Após atingir um pico histórico, o Bitcoin sofreu uma queda de quase 50%, levantando questionamentos sobre as razões por trás dessa correção. A instabilidade do governo Trump e a volatilidade do mercado podem ter influenciado esse movimento. Diante desse cenário, é importante entender as possíveis causas e pensar em estratégias para lidar com essa oscilação, buscando maximizar o aproveitamento das oportunidades de lucro que a criptomoeda pode oferecer. Vale a pena refletir sobre como podemos diversificar nossas fontes de recursos financeiros e estar preparados para enfrentar os desafios do mercado de forma consciente e estratégica.

