Resumo da notícia
Bitcoin pode repetir desalinhamento com M2 visto apenas em 2014.
Liquidez global cresce enquanto BTC mostra fraqueza relativa.
Nível de US$ 89.800 define recuperação ou prolongamento do bear market.
A queda no preço do Bitcoin para US$ 66 mil e a dificuldade dos touros em estabelecer novos suportes mais altos pode levar a maior criptomoeda do mercado a atingir um desalinhamento extremo que só foi observado em 2014, quando o ativo custava em torno de US$ 74.
Dados do portal Bitcoin Counter Flow mostram que a linha de crescimento da oferta monetária global (M2) está perto de superar o desempenho do BTC, ‘quebrando’ a tese de que um aumento na impressão de dinheiro por governos acaba trazendo mais liquidez para os mercados e essa liquidez flui para o BTC.
O gráfico apresentado compara três indicadores principais: o preço do Bitcoin, a oferta global de dinheiro (M2) dos 21 principais bancos centrais e a taxa anual de crescimento dessa liquidez.
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A métrica M2 inclui dinheiro físico, depósitos bancários, poupança e ativos de alta liquidez. Esse indicador funciona como um termômetro da quantidade de capital disponível na economia global.
A análise visual do gráfico mostra que os grandes ciclos de alta do Bitcoin ocorreram em períodos de forte crescimento da oferta monetária global, especialmente entre 2016–2017 e 2020–2021.
No entanto, o cenário atual apresenta uma dinâmica diferente. A linha da oferta global de dinheiro continua em trajetória de alta consistente, atingindo novos níveis históricos, enquanto o preço do Bitcoin mostra fraqueza relativa e correção.
Essa divergência indica que o BTC pode estar ficando “barato” em relação à liquidez global disponível. Segundo a leitura histórica da métrica, essa condição extrema ocorreu principalmente em 2014, período marcado por forte correção após o primeiro grande ciclo de alta do ativo.
Naquele momento, o Bitcoin permaneceu abaixo da expansão monetária por um período muito curto, antes de iniciar um novo ciclo de valorização, indicando que o momento atual, com o BTC na faixa lateral entre US$ 65 mil e US$ 69 mil, pode ser o fundo do mercado e o marco de uma nova fase de valorização.
US$ 89.800 é a chave
Para o analista conhecido como @Crazzyblockk, a chave para esta recuperação que pode ter encontrado o fundo neste cruzamento da M2 está em US$ 89.800.
Ele destaca que existe um grupo específico de participantes do Bitcoin cujo custo médio de compra funciona como uma linha divisória estrutural entre mercados de alta e baixa em todos os ciclos da história on-chain. Trata-se dos traders de porte médio, carteiras que possuem entre 10 e 10.000 BTC com moedas movimentadas pela última vez entre um e três meses atrás.
Eles são ativos o suficiente para refletir o sentimento real do mercado e grandes o bastante para influenciá-lo. O preço realizado desse grupo está atualmente em aproximadamente US$ 89.822, e o Bitcoin não é negociado acima desse nível desde meados de janeiro de 2026.
Para o analista, o ciclo de 2021 mostra exatamente por que esse nível é importante. Quando o BTC atingiu seu primeiro topo histórico próximo de US$ 67.551 em novembro de 2021, o preço realizado desse grupo estava em cerca de US$ 33.700.
O ponto crucial é que o preço nunca caiu abaixo desse nível durante a consolidação do meio do ciclo, razão pela qual o mercado manteve um sentimento construtivo até o final de 2021 e início de 2022.
Crazzyblockk argumenta que esses traders permaneceram no lucro, a confiança foi preservada e a estrutura do mercado permaneceu intacta. O preço realizado funcionou como um piso. O verdadeiro mercado de baixa só foi confirmado em junho de 2022, quando o BTC despencou cerca de 30% abaixo do custo médio desse grupo, chegando a US$ 18.945.
A situação atual rompeu esse padrão em um estágio muito mais cedo. O preço realizado desse mesmo grupo atingiu o pico perto de US$ 94.000 no final de 2025. O preço caiu abaixo desse nível em meados de dezembro de 2025 e não se recuperou desde então.
Em 18 de fevereiro de 2026, o BTC é negociado próximo de US$ 66.424, cerca de 26% abaixo do preço médio pago por esses traders ativos de porte médio. A cada dia que essa diferença persiste, esse grupo acumula perdas não realizadas e, historicamente, essa condição tende a prolongar mercados de baixa, e não resolvê-los.
As comparações que circulam atualmente com a correção de meados de 2021 ignoram completamente esse fator. Em 2021, esses traders nunca ficaram no prejuízo. Hoje, eles estão, e por uma margem significativa. Até que o Bitcoin recupere e sustente preços acima de US$ 89.800, a estrutura on-chain não estará restaurada. Esse é o nível a ser observado, não apenas o preço em si.
O Bitcoin está passando por um desalinhamento extremo, um cenário que só foi visto quando a criptomoeda custava US$ 74. Essa situação pode gerar oportunidades para quem deseja obter fontes de recursos financeiros alternativas. É importante estar atento às tendências do mercado e buscar informações atualizadas para aproveitar ao máximo o potencial do Bitcoin. Cada pessoa deve analisar e tirar suas próprias conclusões sobre como utilizar essa criptomoeda da melhor forma possível.

