Resumo da notícia
Bitcoin vive fase de baixa prolongada, diz analista
Ciclo pode atingir fundo próximo de fevereiro de 2026
Saídas de ETFs e incerteza global pressionam preço
Após uma alta histórica em 2025 e uma posterior queda que vem se prolongando em 2026, levando o BTC a recuar quase 50% desde sua máxima em US$ 126 mil, a maior criptomoeda do mercado atravessa um período de incerteza.
No entanto, enquanto muitos investidores de varejo temem que o BTC caia ainda mais, para Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, o ativo pode estar próximo de uma virada de ciclo após meses de pressão no preço.
“O mercado é como o clima: você nunca controla a chuva, mas pode decidir se sai sem guarda-chuva ou preparado. Em fevereiro, o Bitcoin está em um momento que historicamente já vimos antes: um período de baixa prolongada do seu valor de mercado. A pergunta não é “vai cair ou subir amanhã?”, mas sim: em que parte da tempestade estamos?”, disse.
A análise mostra que os ciclos anteriores da criptomoeda registraram quedas prolongadas de cerca de 12 a 13 meses, como ocorreu entre 2013 e 2015, 2018 e 2019 e 2021 e 2022. Considerando que o último topo do valor de mercado ocorreu em outubro de 2025, próximo de US$ 126 mil, o atual período de baixa poderia seguir um padrão semelhante.
Outro ponto observado pelo analista envolve a comparação do Bitcoin com o ouro, considerado reserva de valor tradicional. Segundo o estudo, quando o ativo é medido em ouro e não em dólar, o topo do ciclo ocorreu antes, em janeiro de 2025. Esse comportamento indica que o fundo do ciclo pode ocorrer por volta de fevereiro de 2026, com possibilidade de recuperação a partir de março.
A incerteza atual também reflete fatores macroeconômicos globais. A análise aponta que o início do novo mandato de Donald Trump trouxe tarifas comerciais agressivas, disputas institucionais nos Estados Unidos e tensões geopolíticas com países como China e Irã, elevando o nível de instabilidade no mercado. Nesse cenário, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o ouro, o que explica o desempenho mais fraco do Bitcoin na comparação direta.
Quando há neblina, as pessoas reduzem a velocidade ou até mesmo param o carro; em termos de mercado, é como correr para o que consideram mais seguro naquele momento, perdendo perspectiva do futuro. Nesse caso, o ouro se beneficiou muito dessa incerteza, o que explica por que o Bitcoin contra o ouro sofreu mais do que contra o dólar.”, afirmou.
ETFs de Bitcoin
O relatório destaca ainda o papel dos ETFs de Bitcoin na dinâmica de preços. Esses produtos facilitaram a entrada de capital institucional ao permitir que grandes fundos e investidores adquirissem exposição ao ativo como se fosse uma ação tradicional .
No entanto, desde novembro houve saídas de aproximadamente US$ 7,8 bilhões, cerca de 12% do total investido, pressionando o preço no curto prazo. Segundo o estudo, esse movimento não indica necessariamente perda de confiança estrutural.
Quando há resgates, o ETF precisa vender Bitcoin, pressionando o preço. Nem todo dinheiro dentro do ETF se comporta da mesma forma: existe uma base maior, mais estratégica, e um capital mais sensível às quedas e ao medo, que reage mais rápido. Em momentos de incerteza, geralmente esse capital mais reativo sai primeiro. Por isso, os fluxos dos ETFs hoje têm relação com o preço, sem que isso signifique necessariamente que o investidor de longo prazo desistiu do Bitcoin. Historicamente, os maiores retornos vieram exatamente após esses momentos”, disse.
Enquanto isso, na análise de Rony, os grandes investidores conhecidos como “baleias” continuam atuando de forma estratégica. O relatório aponta que a Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, ampliou sua exposição a mais de US$ 1 bilhão em ETFs de Bitcoin no fim de 2025 e início de 2026, tratando o ativo como “ouro digital de longo prazo” .
O sentimento do mercado, segundo o documento, encontra-se em nível extremo de medo, o que historicamente marcou períodos favoráveis para formação de preços médios mais baixos. Szuster observa que isso não significa necessariamente que o fundo já foi atingido, mas indica que o mercado está em uma zona onde surgiram oportunidades relevantes em ciclos anteriores .
Quando está chovendo, todos querem comprar guarda-chuva, por isso o preço sobe; quando o sol aparece, o interesse no item diminui e o preço cai. Historicamente, comprar durante períodos de medo foi mais eficiente do que comprar na euforia. Isso significa que já é o fundo? Não. Mas significa que, estatisticamente, estamos na zona onde os melhores preços médios costumam ser construídos.
Qual estratégia adotar agora com o Bitcoin
A análise recomenda uma estratégia de investimento baseada em aportes fracionados ao longo do tempo, reduzindo o risco de tentar prever o momento exato do fundo ou do topo. O relatório conclui que o mercado permanece cíclico e que períodos de maior pessimismo frequentemente precedem fases de recuperação e expansão .
A estratégia prática para o investidor em cripto é construir posição com inteligência. Por exemplo, no fundo anterior de US$15 mil até o topo de US$126 mil, quem fez preço médio de compra em US$30 mil, acumulando fracionadamente o ativo durante os momentos de medo, e vendeu fracionadamente em US$90 mil em zonas de euforia, conseguiu retornos significativos, sem tentar acertar fundo ou topo.
De acordo com Rony, quem faz aportes fracionados agora diminui o risco de errar o timing, remove a ansiedade e se posiciona antes da euforia voltar. O mercado é cíclico, e o medo pode parecer permanente enquanto estamos dentro dele.
Atualmente, temos dois cenários possíveis: ainda restam alguns meses de pressão ou estamos perto da virada. Mas ambos compartilham algo importante: estamos na parte do ciclo em que historicamente são construídos os melhores preços médios. Historicamente, os períodos de maior medo foram justamente onde nasceram as maiores oportunidades”, finaliza.
O Bitcoin tem chamado a atenção de investidores e entusiastas nos últimos tempos, com sua valorização significativa. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo a importância de entender o funcionamento e as oportunidades que essa criptomoeda pode oferecer. Para o mês de março, é essencial ficar atento às tendências e notícias relacionadas ao Bitcoin, a fim de aproveitar ao máximo suas possibilidades de ganhos financeiros. Mantenha-se informado e analise as informações disponíveis para tomar decisões assertivas em relação a esse mercado em constante evolução.

