Com bolsas fechadas no fim de semana, investidores recorrem ao mercado cripto, que opera 24 horas, para precificar risco
O Bitcoin (BTC) e as principais criptomoedas registram queda neste sábado (28), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, funcionando como termômetro do apetite por risco enquanto os mercados tradicionais permanecem fechados.
O Bitcoin é negociado a US$ 63.627,12, com recuo de 6,5% nas últimas 24 horas, enquanto demais criptomoedas de maior capitalização recuam entre 9 e 10%, caso de Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP e Dogecoin (DOGE).
Diferentemente das bolsas de valores e dos mercados futuros de commodities, que não operam aos sábados, o mercado de criptomoedas funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Viva do lucro de grandes empresas
Em momentos de choque geopolítico ou eventos inesperados no fim de semana, os ativos digitais costumam reagir primeiro, servindo como referência inicial de percepção de risco antes da reabertura dos mercados tradicionais.
Apesar do recuo deste sábado, o Bitcoin já vinha em trajetória de enfraquecimento nas últimas semanas. A criptomoeda acumula cinco meses consecutivos de queda, testando a paciência de investidores após sucessivas correções.
Como servidor público há mais de 16 anos, vejo a volatilidade do mercado de criptomoedas, como o Bitcoin, como uma oportunidade para diversificar os investimentos e buscar novas fontes de recursos financeiros. No caso específico da queda de 6,5% após o ataque ao Irã, é importante analisar a situação com cautela e entender como esse cenário pode influenciar no mercado. A aversão ao risco pode levar a movimentos bruscos de preço, mas também pode abrir espaço para possíveis oportunidades de compra ou venda. Cabe a cada investidor avaliar seus objetivos e estratégias para tirar o melhor proveito dessa situação.


