O secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Rocha Gonçalves, será um dos participantes na abertura da Conferência de Consenso sobre Agenda Nacional de Inteligência Artificial, que irá realizar-se no dia 13 de março, às 14h30, no Auditório do Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (CIM-FMUP).
O governante irá juntar-se, nesta cerimónia, ao diretor da FMUP, Altamiro da Costa Pereira, ao presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Pimenta Marinho, ao bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, ao diretor do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS) da FMUP, João Fonseca, e ao professor e diretor do Centro de Bioética da FMUP, Rui Nunes, que fará a apresentação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial.
Seguir-se-ão intervenções de especialistas de diferentes áreas, provenientes de diversas instituições a nível nacional. “Pretende-se uma abordagem técnica, ética, jurídica e organizativa da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2026) por parte de um conjunto de peritos, de diferentes áreas, profissões e gerações”, indica a organização do evento, que envolve o Centro de Bioética e o MEDCIDS da FMUP.
“Apesar dos inúmeros benefícios expectáveis, a rápida evolução da IA na medicina tem suscitado reservas éticas e jurídicas quanto a algumas das suas aplicações, nomeadamente no que respeita à privacidade, proteção de dados ou à falta de explicabilidade e transparência de alguns sistemas de IA”, acrescenta.
A fechar o programa do evento, a subdiretora da FMUP, Guilhermina Rego, encarregar-se-á de apresentar as conclusões desta Conferência, que deverão contemplar sugestões de melhoria e propostas de regulamentação dos sistemas de IA na medicina e no sistema de saúde em geral. As recomendações serão oportunamente enviadas para a apreciação da Assembleia da República e do Governo português.
A Inteligência Artificial está cada vez mais presente em diversas áreas da nossa sociedade, inclusive na medicina. O debate sobre o impacto dessa tecnologia na saúde é fundamental para que possamos entender como podemos utilizá-la da melhor forma possível.
Na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), esse tema tem sido discutido de forma aprofundada, trazendo diferentes pontos de vista e perspectivas sobre como a Inteligência Artificial pode ser útil para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas.
É importante refletir sobre como podemos aproveitar ao máximo o potencial da Inteligência Artificial na medicina, buscando sempre o equilíbrio entre a inovação tecnológica e o cuidado com o bem-estar dos pacientes. Afinal, a tecnologia é uma ferramenta poderosa que pode nos ajudar a alcançar avanços significativos na área da saúde, mas é essencial que saibamos utilizá-la de forma ética e responsável.
Portanto, é necessário que continuemos debatendo e refletindo sobre o papel da Inteligência Artificial na medicina, para que possamos tirar o melhor proveito dessa tecnologia e promover uma saúde cada vez mais eficiente e humanizada. Afinal, a busca por soluções inovadoras e sustentáveis é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais saudável e equilibrada.

