Essa pergunta é bem difícil de responder, mas a Ciência pode fazer isso em um futuro bem próximo. No Reino Unido a London School of Economics and Political Science (LSE) criou no final de setembro desse ano o Jeremy Coller Centre for Animal Sentience, o primeiro centro científico totalmente dedicado a fazer pesquisas empíricas sobre a consciência de animais.
Foram investidos inicialmente 4 milhões de libras esterlinas, o que equivale cerca de R$ 30 milhões e o objetivo das pesquisas é investigar desde animais domésticos até espécies que, segundo a evolução, são consideradas distantes dos seres humanos, como por exemplo insetos e caranguejos.
Nesse centro foram reunidos especialistas de diversas áreas como neurociência, filosofia, medicina veterinária, direito, biologia evolutiva, ciência comportamental, ciência da computação, economia e inteligência artificial e a aposta é o uso da IA como uma ferramenta para transformar a forma como a sociedade percebe, compreende e interage com os pets.
Um dos projetos se concentra na busca de desenvolver formas de comunicação entre humanos e seus pets, além de examinar os riscos ligados ao uso de IA nesse contexto. O diretor do centro, Prof. Jonathan Birch, alega que a personalização excessiva das respostas geradas por IA pode levar a interpretações equivocadas sobre o bem-estar dos pets e faz um alerta: para a ausência de regulamentação quanto ao uso da IA em contextos como a necessidade de refletir sobre o papel do cuidado com os animais nesses sistemas, além de defender o estabelecimento de limites éticos claros.
Um dos patrocinadores da iniciativa, Jeremy Coller, afirmou que a compreensão emocional e de comunicação dos pets é essencial para a superação de práticas especistas e outro colaborador da iniciativa, Jeff Sebo, da Universidade de Nova York, falou sobre a urgência de compreender melhor o impacto humano sobre as demais espécies, reforçando que “a sensibilidade animal segue sendo um dos grandes temas negligenciados pela sociedade”.
É a ciência tentando explicar o inexplicável!
Escrito por José Luiz Tejon e Ana Purchio
José Luiz Tejon é doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, jornalista e publicitário, com especializações em Harvard, MIT e PACE/USA e Insead na França. Colunista da Rádio Eldorado e Estadão On-line, autor e coautor de 35 livros. Coordenador acadêmico de Master Science Food & Agribusiness Management pela Audencia em Nantes/França e FECAP/Brasil. Professor convidado na FGV In Company, FIA/USP e INSPER. Sócio Diretor da Biomarketing e da TCA International. Ex-diretor do Grupo Estadão, da Agroceres e da Jacto S/A.
Ana Purchio é jornalista, pós-graduada em mídias sociais pelo Senac e cursando Psicologia. Trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo, na Agência Estado, na Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG) e atualmente é Assessora de Imprensa da TCA Internacional e Assessora de Comunicação da Convergência Comunicação Estratégica.


