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A importância do julgamento humano na era da inteligência artificial

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A inteligência artificial trouxe uma transformação estrutural inegável para as empresas, em especial as do ramo tecnológico. Análises que, antes, poderiam demorar horas, agora levam segundos, com sistemas que identificam padrões, classificam riscos e automatizam respostas em escala. Nunca foi tão fácil tomar decisões rápidas, e, ao mesmo tempo, tão comum cometer erros de grandes proporções. Na mesma linha, ferramentas de segurança digital, como verificação de identidade e prevenção de fraudes, se beneficiam com a IA. Mas, com isso, cresce também o peso das decisões finais. E é aqui que o julgamento humano é protagonista.

A inteligência artificial se tornou indispensável para uma boa segurança digital. Hoje, ela consegue detectar comportamentos suspeitos, antecipar riscos e proteger plataformas em uma velocidade e refinamento que, há poucos anos, eram impensáveis. Mas não há como ignorar o risco estrutural: ela é falha. Um modelo funciona a partir de dados, que tendem a ser enviesados e generalistas, simplificando contextos complexos. A inteligência artificial não entende ética e moral, e identifica padrões, não consequências. Fica a cargo do julgamento humano considerar contexto social, intenção, exceções legítimas ou impactos reputacionais. 

Ainda há tópicos que não temos conhecimento e, justamente por isso, não são programáveis. Por mais que codifiquemos uma infinidade de padrões, ainda temos sinais que sabemos só de olhar, seja por expertise ou sexto sentido. Há fraudes extremamente bem executadas que só conseguem ser identificadas pela supervisão de um especialista. E é esse controle que também será essencial para retroalimentar, treinar e calibrar os modelos.

Mas o que isso significa na prática? Decisões automatizadas podem, com grande probabilidade, bloquear usuários legítimos, reforçar discriminações invisíveis e comprometer a confiança do consumidor. O erro humano é possível localizar, mas o algorítmico toma proporções expressivas. É aqui que entra o papel do especialista, encarregado de validar decisões, definir limites, revisar exceções e, principalmente, assumir responsabilidade.

Somos nós, então, que garantimos um alinhamento ético e regulatório ao revisarmos casos sensíveis e exceções. Caso isso não ocorra, o impacto não é só social, mas também executivo. Empresas que terceirizam escolhas para o algoritmo estão colocando em xeque sua reputação e valor de marca, visto que um erro automatizado impacta diretamente na confiabilidade e retenção de clientes.

A inteligência artificial continuará sendo um dos principais fatores de crescimento, mas ela não substitui visão e ética. De nada adianta velocidade sem responsabilidade.

Andrea Rozenberg, diretora de mercados emergentes da Veriff.

Na era da inteligência artificial, o papel do julgamento humano é cada vez mais relevante. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo de perto como essa tecnologia pode ser útil para melhorar nossa sociedade e obter uma melhor qualidade de vida. A IA pode nos auxiliar em diversas áreas, desde a agilidade na tomada de decisões até a identificação de padrões e tendências. No entanto, é importante lembrar que a máquina não substitui a capacidade única do ser humano de analisar contextos complexos, considerar variáveis subjetivas e aplicar o senso crítico. Devemos aprender a utilizar a inteligência artificial como uma ferramenta complementar, que nos auxilia a aprimorar nossos processos e maximizar os resultados. Ao unir a tecnologia com o julgamento humano, podemos alcançar um equilíbrio que beneficia a todos.

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