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A pergunta de US$ 358 bilhões que o próximo sucessor de Warren Buffett enfrentará

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A transição de liderança na Berkshire Hathaway, com Greg Abel assumindo o comando em 1º de janeiro de 2026, marca um novo capítulo para a icônica gestora de investimentos. Com um impressionante colchão de US$ 358 bilhões acumulado sob a direção de Warren Buffett, a grande questão que os investidores se fazem é: como Abel irá alocar esse capital?

A Berkshire, que historicamente se destacou por suas aquisições e recompras de ações, tem adotado uma postura mais cautelosa nos últimos trimestres, vendendo mais ações do que comprando. Essa estratégia, embora prudente, levanta preocupações sobre o que será feito com essa reserva substancial de caixa, especialmente em um mercado onde muitos ativos parecem supervalorizados.

Abel, que já demonstrou sua capacidade como vice-presidente, liderando as operações fora do setor de seguros, é visto como um sucessor digno por Buffett. O novo CEO reconhece a importância do capital disponível, considerando-o um “ativo enorme” que pode proteger a Berkshire em tempos de incerteza econômica. No entanto, a pressão para justificar essa reserva e encontrar oportunidades de investimento rentáveis será um desafio significativo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Agora, é oficial. A era Greg Abel, que assume o comando da Berkshire Hathaway, sucedendo ao lendário Warren Buffett, começa neste 1º de janeiro de 2026. E os investidores têm uma pergunta: o que ele fará com o colchão de US$ 358 bilhões que a gestora acumulou ao longo dos últimos anos?

A cifra é recorde. E, nos últimos 12 trimestres consecutivos, a Berkshire, sob o comando de Buffett, mais vendeu ações do que comprou. Nos nove primeiros meses de 2025, a gestora vendeu US$ 10 bilhões a mais em ações do que comprou. No ano passado, Buffett fez seu último negócio multibilionário: a compra da OxyChem por US$ 10 bilhões.

A alta de 16% do índice S&P 500 em 2025 fez com que muitos setores do mercado parecessem caros para um investidor em busca de pechinchas, como a Berkshire. A empresa, que historicamente realiza grandes recompras de ações, também se absteve de recomprar suas próprias ações por cinco trimestres consecutivos.

O acúmulo de caixa, no entanto, pode ser considerado um problema para Abel – embora talvez seja um problema bom. O novo CEO da Berkshire conquistou a confiança de Buffett há muito tempo.

Como vice-presidente, o executivo de 63 anos lidera todas as empresas que a Berkshire possui fora do setor de seguros desde 2018. “Greg superou minhas expectativas em todos os aspectos. E espero que ele permaneça no cargo por 20 anos ou mais”, disse Buffett, de 95 anos, em uma declaração recente ao The Wall Street Journal (WSJ).

Na assembleia anual de 2025, em maio do ano passado, Abel afirmou que a reserva de caixa é um “ativo enorme” que oferece à Berkshire uma proteção caso ocorra uma recessão no mercado. “Continuaremos sendo a Berkshire”, disse Abel, na ocasião. “A forma como Warren e a equipe alocaram capital nos últimos 60 anos não mudará.”

O fato é que, mesmo aqueles que seguem os passos de Buffett e o admiram, têm dúvidas sobre o futuro da Berkshire sem Buffett e sob o comando de Abel.

Cesar Paiva, sócio e CEO da gestora Real Investor, considerado uma espécie de “Warren Buffett de Londrina”, é um dos que estão pessimistas com o desempenho da gestora a partir de agora.

“O Buffett e o Munger (sócio de Buffett, morto em 2023) são únicos. Com certeza, eles farão muita falta”, disse Paiva, em entrevista ao Café com Investidor, programa do NeoFeed, que entrevista os principais investidores do Brasil (veja a íntegra da entrevista abaixo).

E prosseguiu, acrescentando que acredita ser difícil surgir outro investidor próximo da genialidade de Buffett. “O Buffett nasceu na década de 1930 e pegou todo o boom da economia americana. Acredito ser difícil ver esse boom dessa forma de novo”, afirmou Paiva.



O fato é que, mesmo antes de Buffett se aposentar, as mudanças já começaram a acontecer na Berkshire. Em dezembro do ano passado, a Berkshire anunciou sua maior reformulação dos últimos anos, que incluía, entre outras mudanças, uma saída que não estava prevista pelo mercado (Todd Combs), uma aposentadoria (Marc Hamburg) e a criação de um cargo no organograma da empresa.

Todd Combs, contratado pelo ‘oráculo de Omaha’ em 2010 e considerado por muitos como um líder fundamental da Berkshire pós-Buffett, era o CEO da seguradora Geico, uma das joias da companhia. Ele foi chefiar uma nova unidade de investimentos no J.P. Morgan e atuar como conselheiro especial do CEO Jamie Dimon.

CFO da Berkshire desde 1992, Marc Hamburg deixará o posto em junho de 2026, que será assumido por Charles Chang, atual diretor financeiro da Berkshire Hathaway Energy. Para facilitar a transição na função, Hamburg vai adiar sua aposentadoria para junho de 2027.

No novo cargo criado pela companhia, virá Michael O’Sullivan, que se tornará o primeiro conselheiro jurídico geral da Berkshire, a partir deste 1º de janeiro.

Essa reestruturação não deu fôlego às ações da Berkshire, que caíram 6% desde que Buffett anunciou sua aposentadoria, em maio do ano passado. Mesmo assim, o valor de mercado da gestora, que ultrapassou US$ 1 trilhão em 2024, segue neste patamar, sendo uma das duas únicas empresas não tecnológicas nos EUA a atingir esse marco.

O novo CEO da Berkshire é um canadense que, na infância, entregava panfletos publicitários em domicílio, trocava garrafas por dinheiro e abastecia extintores de incêndio. Ele cresceu jogando hóquei e é auxiliar técnico do time de hóquei do filho.

Abel atribui aos esportes coletivos o desenvolvimento de suas habilidades de liderança. “Se eu tivesse que ser lembrado por algo agora, obviamente gostaria de ser lembrado como um ótimo pai, mas também como um ótimo treinador”, disse Abel na assembleia de 2025.

Agora, ele terá a missão de preservar o legado de Buffett, bem como manter o desempenho da Berkshire, que construiu um extenso conglomerado que emprega cerca de 400 mil pessoas e conta com uma ampla gama de negócios, incluindo a BNSF Railway, Dairy Queen, Duracell, Fruit of the Loom e Geico.

A gestora oossui tantas empresas em tantos setores que, às vezes, é vista como um indicador da economia americana. A missão de Abel pode ser facilitada pelo enorme colchão de liquidez de US$ 358 bilhões.

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