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Alguém diga a Luis Enrique que afinal o ChatGPT tinha razão – Observador

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Por muito que seja quase contraditório, a tarefa mais difícil de quem ganha quase sempre é mesmo continuar a ganhar. Depois dos seis troféus conquistados no ano passado, o PSG começava 2026 com a possibilidade de iniciar o novo ano com a mesma lógica — sabendo desde logo, mais uma vez, que uma eventual derrota alimentaria a nuvem negra sempre presente de que a temporada quase perfeita será irrepetível.

A fechar a primeira semana do ano, o PSG defrontava o Marselha no Trophée des Champions, a Supertaça de França: uma final onde os parisienses apareciam por terem conquistado a Ligue 1 e a Taça de França e onde os marselheses estavam por terem ficado no segundo lugar do Campeonato. Apesar do favoritismo óbvio dos campeões europeus, o jogo acontecia numa altura em que o PSG não está na liderança da classificação e meses depois, de no encontro que já disputaram em setembro, o Marselha ter saído por cima. Dúvidas que não convenciam a inteligência artificial.

Na conferência de imprensa de antevisão, Luis Enrique foi questionado sobre o facto de o ChatGPT indicar que o PSG era o favorito a conquistar a Supertaça. Riu-se e, naturalmente, desvalorizou. “Ninguém sabe quem é o favorito. Se no ano passado tivessem perguntado ao ChatGPT quem é que ia ganhar a Liga dos Campeões ele nunca teria dito que era o PSG. Temos de ser espertos para sabermos as coisas que o ChatGPT pode responder. É sempre uma final. Estamos preparados e vamos tentar dominar, precisamos de ter bola para fazer um bom jogo, mas também temos de o fazer sem bola”, atirou o treinador espanhol.

Assim e no Jaber Al-Ahmad International Stadium, no Kuwait, Luis Enrique lançava Nuno Mendes, João Neves e Vitinha no onze inicial, com Dembélé como referência ofensiva e apoiado por Doué e Kvaratskhelia, sendo que Gonçalo Ramos começava no banco. Já Roberto De Zerbi, que vinha de uma derrota com o Nantes, apostava em Amine Gouiri no ataque e deixava Aubameyang como suplente, surgindo ainda Igor Paixão e Mason Greenwood nas costas do avançado argelino.

As primeiras oportunidades do jogo pertenceram ao Marselha, com Hojbjerg a cabecear por cima na sequência de um canto logo nos instantes iniciais (5′) e Leonardo Balerdi, logo a seguir, a obrigar Lucas Chevalier a uma defesa atenta também com um cabeceamento (7′). Ainda dentro do quarto de hora inicial, porém, o golo apareceu do outro lado: depois de uma grande atrapalhação da defesa da equipa de De Zerbi, Vitinha aproveitou e encontrou Dembélé na área, com o francês a tirar um chapéu perfeito ao guarda-redes para abrir o marcador (13′). 

O golo, porém, não travou a dinâmica entretida do jogo. Greenwood poderia ter empatado logo a seguir, com um remate que passou por cima (18′), Nuno Mendes ficou perto de aumentar a vantagem com um pontapé na área que Geronimo Rulli defendeu (21′), A Gouiri viu Lucas Chevalier roubar-lhe o golo com uma defesa à queima-roupa (34′) e também Tim Weah falhou o alvo ainda de longe (40′). Ao intervalo, apesar de o Marselha ter tido várias oportunidades para igualar o resultado, o PSG estava a vencer pela margem mínima.

Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e a lógica do jogo mantinha-se, com o Marselha a continuar a causar o caos junto da baliza do PSG e Lucas Chevalier a segurar a vantagem, desta feita em resposta a um remate de Amine Gouiri já na área (58′). Do outro lado, a reação aparecia por intermédio de João Neves, que apareceu lançado na direita a atirar cruzado para Rulli defender (62′).

De Zerbi foi o primeiro a mexer, lançando Aubameyang e Hamed Traorè, e Luis Enrique respondeu com Bradley Barcola. À entrada do último quarto de hora, porém, o jogo foi relançado: Lucas Chevalier fez falta sobre Greenwood dentro da grande área do PSG e o mesmo Greenwood, na conversão do consequente penálti, marcou para empatar (76′). De Zerbi reagiu com mais uma substituição, colocando Michael Murillo, mas os derradeiros instantes ainda tinham tudo para dar.

Traorè cruzou na esquerda e Willian Pacho, ao tentar intercetar, traiu Lucas Chevalier e fez autogolo (87′). Quando tudo parecia já decidido e parcos minutos depois de entrar em campo, Gonçalo Ramos apareceu na área a empatar novamente — num lance com direito a um passe brilhante de Vitinha e a uma assistência perfeita de Barcola (90+5′).

Sem prolongamento, a final seguiu para a decisão por grandes penalidades. Aí, Lucas Chevalier defendeu os remates de Matt O’Riley e Hamed Traorè, Gonçalo Ramos, Vitinha, Nuno Mendes e Doué marcaram e o PSG venceu o Marselha para conquistar a Supertaça de França pela 14.ª vez, começando 2026 como terminou 2025 e provando a Luis Enrique que, afinal, o ChatGPT tinha razão.



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