A Amazon anunciou durante Consumer Electronics Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, o lançamento do Alexa.com, site que passa a permitir o uso da Alexa+, versão da assistente equipada com inteligência artificial generativa, diretamente pelo navegador. A novidade marca a estreia oficial da Alexa na web e coloca o serviço em competição direta com chatbots populares, como o ChatGPT e o Gemini.
Até então, a Alexa+ só podia ser usada por meio de dispositivos Echo ou pelo aplicativo para celular. Com o site, a empresa amplia o alcance da tecnologia para usuários que não possuem nenhum equipamento da marca em casa.
Quem já pode usar o Alexa.com?
Neste primeiro momento, o acesso ao Alexa.com está limitado a participantes do programa Alexa+ Early Access, que oferece entrada antecipada aos recursos de IA da assistente. Segundo a empresa, a liberação vem sendo feita de forma gradual desde o início de 2025, por meio de convites, listas de espera ou pela compra de modelos mais recentes da linha Echo.
De acordo com a Amazon, mais de 10 milhões de pessoas já têm acesso à Alexa+, que hoje registra entre duas e três vezes mais interações do que a versão tradicional da assistente.
O que dá para fazer com a Alexa pela web?
No navegador, a Alexa+ funciona como um chatbot: o usuário pode conversar com a assistente para tirar dúvidas, explorar temas, criar textos, planejar viagens ou pedir ajuda com tarefas escolares.
A principal diferença em relação a outros sistemas é o foco no ambiente doméstico. Pelo site, é possível controlar dispositivos de casa inteligente, atualizar listas de compras e tarefas, organizar compromissos familiares, fazer reservas em restaurantes, buscar e salvar receitas ou planejar atividades de lazer.
A empresa também incentiva o envio de documentos, e-mails e informações de agenda para que a Alexa+ funcione como uma central de organização da rotina da casa, acompanhando desde compromissos médicos até atividades escolares.
Por que a Amazon aposta tanto nessa expansão?
Apesar de a Alexa já estar presente em mais de 600 milhões de dispositivos vendidos no mundo, a Amazon avalia que, para competir na nova fase da inteligência artificial generativa, a assistente precisa ir além dos alto-falantes e telas inteligentes.
A estratégia inclui também o redesenho do aplicativo móvel, que passa a destacar a conversa com a assistente em uma interface semelhante à de chatbots. A ideia é tornar a Alexa+ “onipresente”, funcionando de forma integrada no celular, no computador e nos dispositivos domésticos.
Segundo Daniel Rausch, vice-presidente de Alexa e Echo na Amazon, 76% dos usos da Alexa+ envolvem funções que outros sistemas não oferecem, como interações ligadas ao cotidiano da casa. Ao mesmo tempo, cerca de um quarto das interações já substitui tarefas feitas antes em outros serviços de IA, o que indica uma migração gradual de usuários para o ecossistema da empresa.
