A Amazon está expandindo sua plataforma de inteligência artificial, a Alexa+, para o ambiente web. A partir desta terça (6), usuários cadastrados no programa de acesso antecipado podem interagir pela primeira vez com a assistente virtual inteligente sem a necessidade de um dispositivo Echo ou um aplicativo dedicado. O anúncio, feito no palco da Consumer Eletronics Show 2026 (CES 2026), em Los Angeles, faz parte de uma estratégia mais abrangente da empresa, que visa competir de frente com os gigantes do mercado como o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.
A mudança marca um significativo reposicionamento da Alexa, iniciado em fevereiro de 2025 com o anúncio da nova versão integrada com inteligência artificial, a Alexa+. Antes uma assistente de voz restrita a dispositivos da marca, a nova ferramenta se torna uma IA acessível pela web, com capacidade de chat escrito, geração de respostas e tarefas complexas via texto. Entretanto, a novidade está restrita ao mercado norte-americano até o momento. Disponível nos Estados Unidos e Canadá, ainda não há previsão de um lançamento em território brasileiro.
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A versão para navegadores da Alexa+ traz um estilo de interface similar ao de chatbots modernos, com histórico de conversas, sugestões de prompts e possibilidade de continuar diálogos iniciados em outros dispositivos. O novo visual inspira também o redesign das versões mobile do serviço, com a intenção de promover uma experiência integrada em qualquer ambiente que o usuário preferir interagir com a assistente.
De acordo com a Amazon, a versão web da Alexa promete fundir o conhecimento profundo, típico das inteligências generativas, com a funcionalidade prática focada no cotidiano, que tornou a marca conhecida. Desta forma, a assistente se torna capaz de realizar tarefas mais intelectuais, como responder perguntas, planejar rotina e gerar conteúdo, e ainda continua a realizar as funções de assistente de forma mais eficiente, especialmente ao controlar casas inteligentes.
O segredo está na transmissão de contexto permanente entre os dispositivos compatíveis. A Amazon promete uma integração fluida, sem interrupção, que permite que os sistemas conectados ao serviço compartilhem informações relevantes. Assim, a impressão para o consumidor final será de uma única assistente, que lembra o que foi dito independente de onde foi feita a conversa, seja pelo navegador, por dispositivos Echo ou pelo aplicativo móvel, o que torna a Alexa+ muito mais inteligente.
Além de atualizar as funções de IA conversacional, a Alexa+ expande a funcionalidade histórica da Alexa tradicional ao ampliar a lista dispositivos inteligentes que podem ser controlados. Durante a CES 2026, a empresa anunciou a chegada da assistente a carros da BMW, cafeteiras da Bosch e a televisores inteligentes da Samsung, a primeira vez em que a Alexa+ estará integrada em um dispositivo fabricado por outra empresa do setor.
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A Amazon posiciona o Alexa.com como um novo braço da Alexa no mercado de IA generativa, competindo diretamente com marcas estabelecidas. A nova interface web, por exemplo, chega para rivalizar diretamente com a solução da OpenAI, o ChatGPT, líder no segmento de chatbots de IA. Enquanto a integração com TVs Samsung e outros dispositivos mostra uma tentativa de enfrentar o Gemini, do Google, que já conta com presença forte em dispositivos Android e produtos como Google TV.
Unindo o diferencial de suas principais competidoras, o novo modelo da Alexa+ tem a ambição de dominar o mercado e disputa também a atenção com outras IAs emergentes, como soluções da Anthropic e Perplexity. Resta esperar para saber como a nova aposta da Amazon será recebida pelo público.
Disponibilidade e próximos passos
A Amazon optou por uma estratégia de lançamento mais cautelosa. No momento, apenas usuários com acesso antecipado ao programa Alexa+ Early Access podem interagir com a assistente de IA diretamente pelo navegador, no site Alexa.com. A interação funciona de forma similar a ferramentas como ChatGPT e Google Gemini. O acesso ao serviço está limitado aos Estados Unidos e Canadá, com expansão gradual prevista para os próximos meses.
A expectativa no mercado é que, com feedback dos primeiros usuários, a Amazon refine a experiência para torná-la mais robusta e precisa, concorrendo de forma mais direta com alternativas como o ChatGPT e o Gemini no uso cotidiano de IA.
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