
Nesta segunda-feira (12), a Apple confirmou oficialmente que o Google Gemini será a base de inteligência artificial da nova Siri em um anúncio feito para o mercado global. A decisão estratégica visa implementar modelos avançados de linguagem para oferecer uma experiência muito mais personalizada aos usuários, após avaliações técnicas concluírem que o sistema da rival é a fundação mais capaz e inovadora para sustentar os novos serviços da Maçã por meio da tecnologia de nuvem.
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Detalhes técnicos e financeiros da parceria
A parceria entre as gigantes do Vale do Silício envolve cifras bilionárias e uma infraestrutura tecnológica sem precedentes para sustentar todo o ecossistema do iOS. Especialistas do mercado indicam que essa movimentação estratégica garante à Apple o suporte necessário para processar volumes massivos de dados com a agilidade exigida pela inteligência artificial moderna.
- Pagamento anual estimado de US$ 1 bilhão da Apple ao Google para o licenciamento e uso da tecnologia Gemini em seus dispositivos.
- Implementação de um modelo Gemini customizado com 1,2 trilhão de parâmetros, superando drasticamente os 1,5 bilhão da versão de nuvem anterior.
- Acesso irrestrito à infraestrutura de nuvem do Google para suportar o processamento de funções complexas do novo Apple Intelligence.
- Integração profunda com o Gemini 3, modelo que atualmente lidera os rankings globais de eficiência em inteligência artificial generativa.
- Capacidade de processar o “planejador de consultas” e o “sumarizador”, funções essenciais para a autonomia da nova assistente virtual.

Funcionalidades e a nova arquitetura da Siri
A estrutura da nova inteligência será dividida em três frentes principais de atuação para garantir que a experiência do usuário seja fluida e inteligente. O primeiro pilar é o planejador de consultas, que decide a melhor rota para atender um pedido, seja via busca na web ou dados pessoais. O segundo é o sistema de busca de conhecimento, um banco de dados geral para responder dúvidas triviais. Por fim, o sumarizador utilizará a IA para condensar textos, e-mails e notificações, facilitando a digestão de grandes volumes de informação.
O impacto dessa união será sentido na atualização do sistema operacional prevista para o outono brasileiro de 2026. A expectativa é que a nova Siri, agora turbinada pelo Gemini, chegue aos usuários com o iOS 26.4, entre março e abril deste ano. Entre as novidades estão a capacidade de entender o contexto pessoal do usuário com muito mais precisão e a consciência do que está acontecendo na tela do aparelho, permitindo a execução de tarefas complexas que envolvem múltiplos aplicativos de forma simultânea.
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Privacidade e ecossistema de modelos
Um dos pontos mais debatidos nesta união é como os dados dos usuários serão tratados, visto que a privacidade é um diferencial histórico da Maçã. As empresas garantiram que os padrões de segurança da indústria serão mantidos, com o processamento ocorrendo prioritariamente nos dispositivos e via Private Cloud Compute. Na prática, isso significa que a Google fornecerá a tecnologia subjacente, mas não terá acesso aos dados sensíveis ou à identidade dos donos de iPhone, garantindo total anonimato.
Além do Gemini, a Apple continua explorando parcerias com outras gigantes do setor, como a Anthropic e a Perplexity, para diversificar sua oferta. O CEO Tim Cook ressaltou que a intenção é oferecer diversas integrações ao longo do tempo, utilizando padrões abertos para garantir a melhor resposta possível. Atualmente, apenas o ChatGPT da OpenAI está integrado oficialmente, mas o novo acordo mostra que o ecossistema da Maçã será agnóstico, buscando sempre a ferramenta que melhor se adapte à necessidade.
Mudanças internas e impacto nas telecomunicações
Para viabilizar essa revolução, a Apple promoveu mudanças significativas em sua equipe de liderança nos últimos meses. Mike Rockwell, que liderou o desenvolvimento do Vision Pro, assumiu o comando da área de inteligência artificial após a saída de John Giannandrea. Essa troca estratégica sinaliza que a IA será fundamental não apenas nos iPhones, mas também em dispositivos de computação espacial e wearables, criando um ecossistema conectado onde a voz será a principal interface de comando.

