
Por Zora Viana*
A inteligência artificial já faz parte da rotina das empresas, impactando desde processos operacionais até decisões estratégicas. Ferramentas capazes de analisar grandes volumes de dados em segundos transformaram a forma de trabalhar. Ainda assim, a tecnologia não substitui a liderança. Ao contrário, torna mais evidente a necessidade de competências essencialmente humanas.
Na era da inteligência artificial, o líder não é apenas quem entende de tecnologia, mas quem sabe integrá-la ao propósito do negócio. A primeira habilidade decisiva é a visão sistêmica. Em um ambiente hiperconectado, decisões isoladas geram consequências amplas. O gestor precisa compreender como inovação, cultura, pessoas e resultados se interligam, evitando que a adoção de novas ferramentas aconteça sem alinhamento estratégico.
A segunda competência é a adaptabilidade. A transformação digital exige revisão constante de processos e modelos de trabalho. Líderes rígidos tendem a perder relevância rapidamente. Já aqueles que promovem ajustes contínuos, incentivam experimentação e aceitam o aprendizado como parte do percurso criam ambientes mais resilientes.
Outra habilidade central é o pensamento crítico aliado à responsabilidade ética. A inteligência artificial oferece dados e projeções, mas a decisão final continua sendo humana. Avaliar impactos, considerar valores organizacionais e assumir responsabilidade pelas escolhas são atitudes que nenhuma tecnologia pode substituir.
A quarta competência é o desenvolvimento de pessoas. À medida que tarefas repetitivas são automatizadas, cresce a importância de habilidades como criatividade, empatia e colaboração. O líder contemporâneo atua como formador de talentos, estimulando autonomia e aprendizado contínuo. Nesse cenário, universidades corporativas ganham relevância estratégica. Estruturas de educação interna, como as desenvolvidas pela Faculdade FEX Educação, fortalecem competências comportamentais e preparam profissionais para atuar com maturidade em ambientes tecnológicos.
Por fim, a curiosidade intelectual se consolida como diferencial competitivo. Líderes que aprendem constantemente, testam novas soluções e mantêm diálogo aberto com diferentes áreas ampliam a capacidade de inovação das equipes. A inteligência artificial evolui rapidamente, e apenas quem acompanha esse movimento consegue extrair seu potencial de forma consistente.
A era da inteligência artificial não elimina a liderança. Ela a redefine. Mais do que dominar ferramentas, o gestor precisa cultivar visão estratégica, ética, adaptabilidade, capacidade de formar pessoas e disposição para aprender continuamente. Em um mundo automatizado, o que permanece insubstituível é a habilidade humana de inspirar, decidir com consciência e construir culturas sustentáveis.
*Zora Viana é psicóloga e fundadora da Faculdade FEX Educação.
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Na era da inteligência artificial, é fundamental que os líderes desenvolvam habilidades essenciais para se destacar e navegar com sucesso nas complexidades do ambiente empresarial e social. Entre as cinco habilidades que vão definir os líderes do futuro estão a capacidade de adaptação às mudanças rápidas e constantes, o pensamento crítico para tomar decisões informadas, a criatividade para inovar e encontrar soluções inovadoras, a empatia para compreender as necessidades e motivações das pessoas, e a inteligência emocional para lidar com situações de conflito e estresse. Investir no desenvolvimento dessas habilidades é essencial para liderar equipes de forma eficaz e garantir um futuro de sucesso na era da IA. Vamos refletir sobre como podemos utilizar a inteligência artificial de forma estratégica para melhorar nossa sociedade e alcançar uma melhor qualidade de vida.

