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Avanço da Inteligência Artificial no sistema financeiro gera debate sobre regulamentação no Brasil

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A discussão sobre o uso da inteligência artificial (IA) no mercado financeiro cresce com força no Brasil, especialmente diante do interesse do Banco Central em avaliar possíveis regulamentações. A instituição incluiu, entre as metas para o biênio 2025/2026, o estudo dos riscos e impactos da IA no sistema; um movimento que indica maior atenção ao tema na agenda regulatória, ainda que a emissão de normas específicas não esteja prevista no curto prazo.

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Esse avanço acontece em um momento de crescimento recorde dos investimentos em tecnologia. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) mostram que os bancos brasileiros terão investido R$ 47,8 bilhões em tecnologia até o fim de 2025. A entidade destaca que uma parte significativa desse investimento será destinada a soluções de IA, big data e analytics.

No cenário global, o movimento é semelhante. Segundo dados levantados pela Business Research Insights, o mercado mundial de IA aplicada a fintechs pode chegar a US$ 211,97 bilhões até 2034. Já um relatório citado pelo portal CoinLaw aponta que 85% das instituições financeiras no mundo devem utilizar IA até o fim deste ano.

Para Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin, esse é um momento que pede responsabilidade e equilíbrio. “A IA abre possibilidades enormes para inclusão financeira, processos mais eficientes e decisões mais justas. Mas tudo isso só tem valor se for construído com transparência, supervisão humana e foco real na segurança do cliente”, afirma.

Em uma análise semelhante, o Bank for International Settlements (BIS) alerta que, embora a IA traga ganhos relevantes para crédito, pagamentos e prevenção a fraudes, também amplia vulnerabilidades, como riscos cibernéticos e falta de transparência nos algoritmos.

Entre as medidas para garantir essa segurança estão o monitoramento de vieses nos modelos, validações técnicas frequentes, comitês internos para revisar decisões automatizadas e auditoria humana em etapas sensíveis, como crédito, prevenção a fraudes e compliance.

Embora o uso da IA ainda não esteja regulamentado, muitas empresas adotam essas práticas antecipando os riscos tanto para o negócio quanto para os usuários.

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“A regulação tem um papel central para equilibrar inovação e proteção. Quando as instituições operam sob referências comuns, sejam bancos tradicionais, fintechs ou empresas de tecnologia, o mercado ganha transparência, eficiência e confiança”, Ticiana.

Sobre a Aarin

A Aarin é o primeiro hub tech-fin especializado em Pix e Embedded Finance no Brasil. Atualmente faz parte do grupo Bradesco e fornece serviços com enfoque financeiro incluso na experiência do usuário, possibilitando que qualquer empresa possa prestar serviços financeiros para sua base de clientes. Através do Smart Core, os negócios podem ofertar seus próprios serviços financeiros sem que precisem ser um banco. Nascida em Salvador (BA), a Aarin passou por M & A multimilionário com o grupo Bradesco em agosto de 2022.



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