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Bitcoin cai para o menor nível em 9 meses com avanço da regulação nos EUA e Brasil

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## Bitcoin Cai para Menor Nível em 9 Meses Enquanto Regulação Avança nos EUA e Brasil

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O mercado de criptomoedas enfrenta um período de volatilidade extrema neste início de fevereiro de 2026. O Bitcoin, maior criptomoeda do mundo, opera em torno de **US$ 78 mil**, representando queda de aproximadamente **11,5% em cinco dias** e atingindo o menor nível em nove meses.

### Volatilidade Extrema e Liquidações em Cascata

Nos últimos dias, o Bitcoin oscilou entre **US$ 76 mil e US$ 80 mil**, com quedas diárias de 5% a 8%. O Ethereum, segunda maior criptomoeda, registrou queda ainda mais acentuada de cerca de **9%**, operando por volta de **US$ 2.400**.

A capitalização global do mercado cripto caiu para **US$ 2,66 trilhões**, representando queda de **4,95% em 24 horas**. Esses movimentos foram impulsionados por liquidações massivas em contratos futuros, com **US$ 800 milhões a US$ 2,53 bilhões** liquidados em 24-48 horas, majoritariamente posições longas (apostas na alta).

Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos também registraram **saídas de quase US$ 1,5 bilhão** na última semana, sinalizando redução de confiança entre investidores institucionais.

### Fatores Externos Amplificam a Queda

A volatilidade não é causada apenas por dinâmicas internas do mercado cripto. Analistas apontam múltiplos fatores externos:

**Incertezas Macroeconômicas**: Debates sobre política monetária do Federal Reserve (Fed) americano, com indicações de possíveis cortes de juros, criam ambiente de incerteza. A paralisação parcial do governo dos EUA também contribui para redução de apetite por risco.

**Tensões Geopolíticas**: Explosão no porto iraniano de Bandar Abbas e crescentes tensões internacionais amplificam a volatilidade nos mercados financeiros globais. Economistas alertam que 2026 será marcado por “crecente incerteza geopolítica”, com rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China como principal catalizador de volatilidade.

**Temores de Bolha em IA**: Preocupações com possível supervalorização do setor de inteligência artificial, que apresenta correlação com Bitcoin, também pressionam os preços das criptomoedas.

### Regulação Avança nos EUA: Novo Marco para Ativos Tokenizados

Em contraste com a volatilidade de preços, o ambiente regulatório nos Estados Unidos avança significativamente. A **SEC (Securities and Exchange Commission)** publicou comunicado conjunto em 28-29 de janeiro de 2026, estabelecendo diretrizes claras sobre **valores mobiliários tokenizados**.

As principais mudanças incluem:

**Ações Tokenizadas Oficializadas**: A SEC validou o uso de blockchain como infraestrutura oficial para registros de acionistas, equiparando tokens a ações tradicionais. Isso elimina dúvidas jurídicas e permite transferências legais definitivas na rede blockchain.

**Ações Sintéticas Reguladas**: A SEC também esclareceu regras para “ações sintéticas” — tokens criados por terceiros sem aval do emissor original. Essas serão reguladas como securities, com riscos adicionais para detentores.

**Coordenação Inter-Agências**: A SEC e a CFTC (Commodity Futures Trading Commission) unem esforços para estabelecer regras de trading varejista, alavancagem, margem e registros de plataformas, promovendo clareza e inovação.

Analistas estimam que essas medidas podem impulsionar o PIB americano em **2,3% no primeiro trimestre de 2026**, através de conformidade regulatória e incentivos corporativos para tokenização de ativos.

### Brasil Implementa Novas Regras do Banco Central

No Brasil, as novas regras do **Banco Central para criptoativos** entraram em vigor em **2 de fevereiro de 2026**. A **Instrução Normativa nº 701** detalha requisitos formais e técnicos para que bancos e outras instituições operem com criptomoedas.

As principais mudanças:

**Padrões de Segurança e Governança**: Empresas devem atender a rigorosos padrões de segurança, governança e enquadramento no mercado de câmbio.

**Prazos de Adequação**: Exchanges existentes têm até **nove meses** para se adequar às novas regras, enquanto novas empresas aguardam aprovação antes de iniciar operações.

**Protocolo de Autorização**: Empresas podem protocolar pedidos de autorização a partir de 2 de fevereiro, iniciando processo de conformidade regulatória.

Executivos do setor apontam que a regulação brasileira aumentou a “segurança jurídica” e acelerou a entrada de bancos e fintechs no mercado de criptomoedas, especialmente para pagamentos internacionais com stablecoins.

### Contexto Geopolítico e Econômico Global

A volatilidade do mercado cripto não pode ser desconectada do contexto geopolítico e econômico mais amplo. Em 2026, a economia global enfrenta:

**Rivalidade EUA-China**: A competição estratégica entre Estados Unidos e China continua sendo o principal catalizador de volatilidade nos mercados financeiros, afetando comércio global, tecnologia e acesso a materias-primas críticas.

**Crescimento Moderado em Regiões**: América Latina e Caribe registram crescimento moderado, enquanto Europa enfrenta desafios com elevados custos energéticos, envejecimento demográfico e necessidade de aumentar gastos em defesa.

**Incerteza Generalizada**: Economistas alertam que a economia mundial entra em 2026 “em contexto de crecente incerteza geopolítica”, traduzindo-se em volatilidade para mercados financeiros, comerciais e cambiários.

### Perspectivas para Fevereiro e Além

Plataformas de previsão como Polymarket indicam que **98% dos apostadores** acreditam em queda adicional do Bitcoin em fevereiro. Apenas **63%** apostam que o BTC atingirá **US$ 100 mil até o fim de 2026**.

Analistas veem a queda atual como possível “reversão à média” com viés de baixa agressivo, mas não necessariamente uma reversão estrutural. Suportes críticos em **US$ 76-78 mil** definirão a tendência de curto prazo.

### Conclusão: Regulação e Volatilidade Coexistem

O mercado de criptomoedas em fevereiro de 2026 apresenta um paradoxo: enquanto preços caem para mínimas de nove meses, a regulação avança significativamente nos principais mercados globais. A SEC clarifica regras para ativos tokenizados, o Banco Central do Brasil implementa novas diretrizes, e agências regulatórias coordenam esforços internacionalmente.

Esse cenário sugere que, apesar da volatilidade de curto prazo, o mercado cripto está em processo de institucionalização e legitimação regulatória. Investidores devem monitorar tanto os movimentos de preço quanto os desenvolvimentos regulatórios, que podem definir a trajetória de longo prazo do setor.

**Fontes**: Binance, Infomoney, Exame, Portal do Bitcoin, Phemex, CoinTribune, LiveCoins, Times Brasil, TradingView, Poder360.

O Bitcoin teve uma queda significativa para o menor nível em 9 meses, ao mesmo tempo em que a regulação avança nos EUA e no Brasil. Essa volatilidade traz oportunidades interessantes para investidores e empreendedores que buscam diversificar suas fontes de receita. É importante pesquisar e entender como a regulação pode impactar o mercado de criptomoedas e explorar estratégias para aproveitar o momento. Faça sua própria análise e veja como tirar o melhor proveito dessa situação.

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