Nesta quarta-feira (28), o Bitcoin segue negociado abaixo dos US$ 90 mil, mesmo em um ambiente global marcado por dólar americano em mínimas de vários anos, recordes em commodities e forte desempenho das bolsas.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o cenário de curto prazo para a criptomoeda é neutro a levemente positivo, mas a dinâmica atual de liquidez ainda favorece ativos mais defensivos, o que limita avanços mais expressivos do BTC no momento.
Dólar fraco redesenha o mapa dos mercados
A queda do dólar ganhou força após o mercado reagir com ceticismo à comunicação recente do Federal Reserve. Além disso, declarações do presidente Donald Trump, indicando menor preocupação com a perda de valor da moeda americana, reforçaram o movimento.
Como resultado, moedas como o euro e o dólar australiano avançaram. Ao mesmo tempo, as commodities dispararam, com o ouro rompendo novas máximas históricas e o petróleo superando médias técnicas relevantes. As bolsas globais também reagiram de forma positiva, sustentadas pelo ambiente de dólar fraco e maior liquidez.
Bitcoin não acompanha ações e commodities
Apesar desse pano de fundo favorável aos ativos de risco, o Bitcoin ficou para trás. Em ciclos anteriores, a combinação de dólar fraco e liquidez elevada costumava impulsionar a criptomoeda com mais intensidade.
Desta vez, porém, o fluxo de capital tem priorizado ativos considerados menos voláteis ou mais consolidados como reserva de valor, como o ouro. Para André Franco, esse comportamento indica que o mercado ainda atua de forma seletiva na alocação de risco.
Liquidez existe, mas busca proteção
Segundo o CEO da Boost Research, o ambiente atual favorece ativos defensivos antes de estimular movimentos mais agressivos em cripto. “A liquidez global melhorou, mas ainda está direcionada para proteção, não para alavancagem”, avalia.
Nesse contexto, o Bitcoin se beneficia indiretamente da fraqueza do dólar, mas não recebe o mesmo volume de fluxo que impulsiona commodities e ações. A dinâmica sugere cautela por parte dos investidores institucionais.
Normalização cripto avança no pano de fundo
Apesar do desempenho mais contido do BTC no curto prazo, o cenário estrutural para criptoativos segue em transformação. Um conselheiro sênior da Casa Branca afirmou recentemente que o Fórum Econômico Mundial de Davos de 2026 marcou um ponto de virada na normalização global dos ativos digitais.
Segundo a avaliação, o debate deixou de girar em torno da viabilidade da tecnologia e passou a focar na integração institucional em larga escala, impulsionada por políticas mais favoráveis nos Estados Unidos e pela adesão crescente de líderes europeus e asiáticos.
Bitcoin como reserva de valor entra no radar institucional
Esse movimento também aparece no discurso de grandes nomes do mercado. Rick Rieder, diretor de investimentos de renda fixa global da BlackRock, já descreveu o Bitcoin como uma espécie de “novo ouro”, com maior eficiência tecnológica.
A possível ascensão de Rieder a cargos de maior influência na política monetária americana é vista como um sinal de mudança geracional na forma como o sistema financeiro enxerga os ativos digitais.
Bancos e stablecoins mudam o jogo
Outro vetor relevante vem do sistema bancário. Um relatório do Standard Chartered alertou para o risco enfrentado por bancos regionais dos EUA diante da migração de até US$ 500 bilhões para stablecoins.
A busca por eficiência, rendimento e liquidez acelera a saída de depósitos tradicionais. Ao mesmo tempo, iniciativas como o lançamento da USAT, stablecoin regulada da Tether, reforçam a entrada do capital institucional no ecossistema cripto sob supervisão regulatória.
Expectativa para o curto prazo: consolidação
No curto prazo, André Franco avalia que o Bitcoin deve consolidar os níveis atuais, com espaço para altas técnicas moderadas, caso o sentimento global de risco permaneça favorável.
No entanto, movimentos mais fortes exigem novos gatilhos. Entre eles, uma mudança mais clara na comunicação do Fed, avanços regulatórios adicionais ou uma retomada mais agressiva do apetite institucional por criptoativos.
Até lá, o mercado tende a seguir atento ao dólar, à liquidez global e à disputa entre ativos de proteção e ativos de maior volatilidade.
O Bitcoin tem sido bastante discutido nos últimos tempos, especialmente em um cenário de dólar fraco e rali global. No entanto, mesmo com essas condições favoráveis, a criptomoeda parece estar perdendo terreno. Como servidor público com mais de 16 anos de experiência, sempre busco novas formas de obter recursos financeiros, e o Bitcoin pode ser uma boa opção para diversificar meus investimentos. Vale a pena analisar com cuidado essa possibilidade e considerar como tirar o melhor proveito dessa tendência. Cabe a cada um fazer sua própria avaliação e decidir se vale a pena explorar as oportunidades que o Bitcoin pode oferecer.
