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Bitcoin recupera-se timidamente após ataques ao Irã, testando confiança do mercado

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O Bitcoin tenta se estabilizar após a forte volatilidade provocada pela escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar de uma recuperação parcial neste domingo (1º), o sentimento entre investidores permanece frágil diante do risco geopolítico no Oriente Médio.

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A criptomoeda chegou a subir 2,2%, alcançando US$ 68.196, após a confirmação oficial da morte do aiatolá Ali Khamenei. No entanto, o movimento perdeu força e o ativo recuou para cerca de US$ 66.500 às 6h em Nova York, refletindo cautela generalizada.

O mercado de derivativos reforça essa postura defensiva. Aproximadamente US$ 1,9 bilhão em opções de venda (puts) de Bitcoin estavam concentrados no strike de US$ 60.000 na Deribit, sinalizando demanda consistente por proteção contra quedas adicionais.

O nível de US$ 60.000 tem peso simbólico e técnico. O Bitcoin tocou essa faixa apenas uma vez em 2025, em 6 de fevereiro. Já a média móvel de 200 semanas, indicador acompanhado por analistas técnicos como suporte estrutural, gira em torno de US$ 58.000.

Os ativos digitais reagiram rapidamente às notícias da ofensiva militar conjunta anunciada no sábado. O Bitcoin despencou até US$ 63.000, enquanto o valor total do mercado cripto encolheu cerca de US$ 128 bilhões, segundo dados da CoinGecko.

Para Hayden Hughes, sócio-gerente da Tokenize Capital, o movimento inicial teve forte componente técnico. “Mais de US$ 128 bilhões evaporaram em minutos, liquidações forçadas se espalharam em cascata e, quando essa pressão vendedora se esgotou, o repique reflexo foi mecânico”, afirmou.

Segundo ele, o verdadeiro teste para o mercado ainda está por vir. “A verdadeira descoberta de preço acontece na segunda-feira, quando o mercado acionário dos EUA e os ETFs de Bitcoin reabrirem.”

ETFs e risco geopolítico no radar

Os fluxos dos ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos devem funcionar como termômetro da confiança institucional. Hughes destaca que os fundos registraram aproximadamente US$ 1 bilhão em entradas ao longo de três sessões consecutivas na semana passada, um sinal de apetite por risco antes da escalada do conflito.

“Os fluxos dos ETFs serão o número mais importante a ser observado quando os mercados reabrirem”, disse. “Se essa tendência se reverter, o Bitcoin pode romper abaixo de US$ 63.000.”

O cenário geopolítico adiciona uma camada extra de incerteza. “Com mísseis atingindo Dubai, retaliação iraniana em todo o Golfo e risco de fechamento do Estreito de Ormuz, isso não é um evento contido”, alertou Hughes, referindo-se ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

Cripto como ativo de risco

O episódio reforça a correlação do Bitcoin com ativos de risco em momentos de tensão global. Embora parte do mercado ainda enxergue a criptomoeda como reserva alternativa de valor, os movimentos recentes indicam que investidores tratam o ativo, no curto prazo, como instrumento sensível ao apetite por risco e à liquidez internacional.

Enquanto o conflito no Oriente Médio permanecer no radar, o mercado de criptomoedas deve operar sob elevada volatilidade.

A faixa entre US$ 60.000 e US$ 63.000 tende a funcionar como zona crítica de suporte no curto prazo, enquanto investidores aguardam sinais mais claros sobre a extensão da crise, e sobre o comportamento do capital institucional quando Wall Street reabrir.

O Bitcoin, a principal criptomoeda do mercado, tem mostrado sinais de recuperação após os recentes ataques ao Irã. Essa instabilidade geopolítica tem testado a confiança dos investidores e impactado diretamente o valor do Bitcoin. Como servidor público há mais de 16 anos, acredito que é importante estar atento a esses movimentos do mercado e pensar em maneiras de aproveitar as oportunidades que surgem nesses momentos. A volatilidade do Bitcoin pode ser uma fonte de recursos financeiros interessante para quem souber aproveitar da forma correta. É fundamental analisar com cautela e tirar suas próprias conclusões sobre como melhor utilizar essa criptomoeda em seu benefício.

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