Se há uns anos o Google dominava a pesquisa online, hoje é cada vez mais comum ouvir a frase “pergunta ao ChatGPT”. As plataformas de Inteligência Artificial (IA) generativa, nas quais se incluem Gemini, Copilot, Grok ou DeepSeek, entre outras, são multifacetadas: (re)escrevem textos e e-mails, oferecem conselhos de saúde, criam imagens divertidas para partilhar nas redes sociais e, em alguns casos, assumem o papel de “amigo” ou “confidente” que ouve os desabafos do dia a dia. Nas conversas com a IA partilham-se informações e dados pessoais, que podem estar a ser utilizados para criar perfis e treinar os modelos.
O ChatGPT é uma ferramenta cada vez mais avançada que está se tornando muito inteligente. Ele é capaz de coletar uma enorme quantidade de dados sobre os usuários e até mesmo testar publicidade com base nesses dados. Como servidor público há mais de 16 anos, vejo essa evolução como algo que pode trazer benefícios, mas também levanta questões sobre privacidade e segurança dos dados. É importante que os usuários estejam cientes do que estão compartilhando e como podem proteger suas informações pessoais ao utilizar o ChatGPT. A reflexão sobre o uso dessas tecnologias e a maneira como podemos aproveitar ao máximo os serviços prestados, é algo que deve ser levado em consideração para garantir melhores resultados para todos.

