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ChatGPT cita a Grokipedia de Elon Musk e reacende alertas sobre desinformação em IA

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A mais recente versão do ChatGPT passou a usar como fonte respostas provenientes da Grokipedia, uma “enciclopédia” gerada por IA associada à empresa xAI de Elon Musk, concluiu uma análise do The Guardian.

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A análise mostrou que, em mais de uma dúzia de perguntas colocadas ao chatbot da OpenAI, o modelo citou a Grokipedia em cerca de nove respostas distintas, sobre temas variados, desde conglomerados iranianos e negadores do Holocausto a perfis biográficos de historiadores, o que sugere que os conteúdos desta enciclopédia online se podem estar a “infiltrar” nas respostas de IA dos chatbots.

O ChatGPT não citou a Grokipedia quando lhe foi pedido diretamente para repetir informações falsas sobre temas como a parcialidade dos media contra Donald Trump ou sobre a epidemia da SIDA – áreas em que a Grokipedia é conhecida por promover informações falsas. Em vez disso, as informações da Grokipedia foram incorporadas nas suas respostas quando este foi questionado sobre tópicos “mais obscuros”, explica o The Guardian.

Um porta-voz da OpenAI disse que a pesquisa na web por parte do modelo “visa utilizar uma ampla gama de fontes e pontos de vista disponíveis publicamente”. “Aplicamos filtros de segurança para reduzir o risco de divulgação de links associados a danos graves, e o ChatGPT mostra claramente as fontes de uma resposta através de citações”, acrescentou, conforme citado pelo jornal britânico.

A Grokipedia foi lançada em outubro pela xAI — empresa de IA de Elon Musk — como uma enciclopédia automática gerada e atualizada por IA. A plataforma pretende ser uma alternativa à Wikipedia tradicional, mas não permite edição direta por utilizadores, dependendo exclusivamente de algoritmos para criar, verificar e atualizar conteúdos.

Apesar das promessas de “verdade factual” e de uma vasta base de artigos, a Grokipedia tem sido alvo de críticas desde o seu aparecimento, com investigadores e jornalistas a notarem que muitas entradas parecem ser geradas através de conteúdos de fontes inexistentes, com possíveis adições de narrativas ideológicas ou menos fiáveis, especialmente em temas politicamente sensíveis.

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