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CNJ reconhece potencial do Projeto Hannah e avalia expansão da inteligência artificial do TJMT em todo o Brasil.

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 30/01/2026   17:06   

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19f10000 0aa6 0a58 aa51 08de604016c4O avanço no uso responsável da tecnologia no Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT) tem tornado a Justiça mais célere, organizada e
acessível ao cidadão. Nesse contexto, o Projeto
Hannah, solução de inteligência artificial desenvolvida pela
Vice-Presidência do TJMT, foi
apresentado à equipe técnica do Conselho
Nacional de Justiça durante visita realizada nesta sexta-feira (30), no
âmbito do Projeto Conecta,
iniciativa vinculada ao Programa
Justiça 4.0.

A ferramenta foi apresentada pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência
Gerardo Humberto Alves da Silva,
com apoio do engenheiro de inteligência artificial da Vice-Presidência, Daniel
Dock. A apresentação integrou a agenda técnica do CNJ voltada à identificação
de iniciativas tecnológicas com potencial de nacionalização e aplicação em
outros tribunais brasileiros.

Plano aberto de sala de reunião em formato de "U". Um servidor apresenta slides sobre "Ferramentas / Stack Tecnológico" em uma tela ao fundo para diversos participantes atentosVoltado ao juízo
de admissibilidade de recursos, o Projeto Hannah atua em uma das etapas
mais relevantes do fluxo processual, funcionando como um filtro prévio antes de
o processo seguir para análise do mérito nos tribunais superiores.

A solução aplica, de forma automatizada, um Mapa de Admissibilidade composto por 14
critérios objetivos, realizando a leitura dos autos, a verificação dos
requisitos formais e a organização das informações em uma sequência lógica, o
que agiliza o trabalho de magistrados e servidores, sem afastar a
responsabilidade humana da decisão.

Tecnologia como apoio à decisão humana

19f10000 0aa6 0a58 b1fa 08de60401a25Responsável pela apresentação ao CNJ, o juiz Gerardo
Humberto Alves da Silva destacou que o sistema foi concebido a partir de
princípios éticos, com foco na centralidade do ser humano no ato de julgar.

“O sistema é construído a partir do respeito à dignidade
humana, considerando que a decisão judicial é um ato humano produzido para
humanos. A inteligência artificial atua como um sistema de auxílio à atuação
jurisdicional, apoiando a construção do juízo de admissibilidade do recurso
especial, sem substituir o magistrado”, afirmou.

Segundo o juiz, trata-se de uma solução inovadora no
cenário nacional.

“Nenhum outro tribunal possui um sistema semelhante. Por
isso, surge a possibilidade concreta de expansão para outros tribunais, já que
o juízo de admissibilidade é uma realidade comum a todos os Tribunais de
Justiça e Tribunais Regionais Federais”, explicou.

Reconhecimento e proposta de nacionalização

19f10000 0aa6 0a58 820a 08de60401df8O potencial das soluções apresentadas foi destacado pelo
desembargador Luiz Octávio Oliveira
Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança Estratégica de
Inteligência Artificial (CGEIA), ao avaliar a receptividade do CNJ. Segundo o
desembargador, cada ferramenta atende a uma dor específica do Judiciário.

“A LexIA atua diretamente no apoio à atividade final de
magistrados e servidores; o Omni-IA no âmbito da Corregedoria, e a Hannah nas
Vice-Presidências, especialmente na análise de recursos especiais e
extraordinários. O Tribunal fica muito satisfeito com essa receptividade e isso
nos motiva a aperfeiçoar ainda mais as ferramentas. Vamos, sim, atender ao
chamado do CNJ e trabalhar para a nacionalização dessas soluções no âmbito do
Projeto Conecta”, completou.

Governança como diferencial

19f10000 0aa6 0a58 46cc 08de60400f74O juiz Jeremias
de Cássio Carneiro de Melo, do Tribunal de Justiça da Paraíba e
colaborador do Projeto Conecta, ressaltou a estrutura de governança de
inteligência artificial do TJMT como um dos principais diferenciais observados
durante a visita. De acordo com o magistrado, a intenção do Conecta é levar
essas iniciativas ao cenário nacional.

“Vimos projetos que enfrentam problemas concretos da
magistratura e mostram como a inteligência artificial, bem governada e bem
conduzida, pode melhorar a prestação jurisdicional. Nossa expectativa é levar,
o quanto antes, essas soluções e essa liderança em governança de IA do
Judiciário de Mato Grosso para todo o Brasil”, antecipou Jeremias.

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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O Conselho Nacional de Justiça reconheceu o potencial do Projeto Hannah, uma Inteligência Artificial desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O sistema tem trazido benefícios significativos para agilizar processos e facilitar o acesso à justiça. Com essa avaliação positiva, surge a possibilidade de expandir essa tecnologia para todo o país, trazendo melhorias para a sociedade e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. A IA pode ser uma aliada importante para desafogar a burocracia e tornar o sistema judiciário mais eficiente e acessível para todos. Vale a pena refletir sobre como podemos utilizar a tecnologia a nosso favor e como podemos aproveitar ao máximo o potencial da Inteligência Artificial para melhorar nossa sociedade.

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