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Caso, daqui para frente, tudo seja baseado em inteligência artificial, a CES deixou claro que a batalha decisiva acontecerá na infraestrutura – e essa é uma disputa cada vez mais apertada entre as grandes fabricantes de chips.

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Os principais players do setor chegaram a Las Vegas reportando demanda crescente, mas também exibindo sinais claros de uma corrida tecnológica em ritmo acelerado.

 A Nvidia acelerou o cronograma e detalhou sua nova geração de “superchips”. Reforça a posição de liderança construída nos últimos anos. Além do hardware mais potente e eficiente, a companhia avançou sobre os softwares ao anunciar modelos de linguagem voltados à robótica e à direção autônoma, numa tentativa de ampliar sua presença em toda a cadeia de valor da inteligência artificial. 

O presidente da empresa diz que essa deve ser a nova fronteira da IA e que a inteligência artificial física está vivendo seu “momento Chat GPT”.

A hegemonia, no entanto, passou a ser mais abertamente contestada. A AMD apresentou a nova geração de superchips MI455X para competir diretamente com o Vera Rubin. 

A empresa usou sua presidente, Lisa Su, para vender o peixe. Se refere ao sistema Helios, que é composto pelo novo chip como “o melhor rack de IA do mundo”, numa sinalização clara de que a disputa deixou de ser apenas tecnológica e passou a ser também comercial.

O recado é direto: desempenho, escala e eficiência energética passam a ser diferenciais decisivos. Essas duas devem disputar cabeça a cabeça os recursos de clientes que buscam treinar modelos complexos de IA. 

Também durante a feira, embora não disputem os mesmos mercados, Intel e Qualcomm competem pelo mesmo ciclo de investimentos em diferentes camadas da infraestrutura. 

A Intel mostrou seu novo processador Panther Lake, focado em IA e com tecnologia 18A. A empresa está adaptando todo o seu catálogo de produtos para serem compatíveis com o uso da inteligência artificial. Apesar do receio de uma bolha no mercado, a presidente da empresa para a América latina, Giselle Lanza, projeta uma demanda ainda maior em 2026 do que em 2025.

Já a Qualcomm aproveitou o avanço da chamada IA física para apresentar um chip voltado a robôs, ampliando a disputa para além dos data centers e mirando a popularização da IA física. 

O recado que fica da CES é claro: nem todos os projetos de inteligência artificial vão prosperar, mas a corrida pela infraestrutura que sustenta essa tecnologia entrou em uma fase mais dura e competitiva. 

As fabricantes de chips seguem no centro dessa disputa, agora, mais pressionadas e obrigadas a provar, geração após geração, quem realmente consegue sustentar o avanço da IA.

 

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