Artigo de Lucas Maldonado Diz Latini, pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação (CEPI) da FGV Direito SP, Guilherme Forma Klafke, professor da FGV Direito SP, e Marina Feferbaum, professora associada e coordenadora do CEPI, publicado na revista GV Executivo, discute como as organizações podem estruturar Comitês de Ética em Inteligência Artificial como parte de seus programas de governança e gestão de riscos.
Em um contexto marcado pela rápida incorporação de sistemas de IA em decisões organizacionais, o artigo analisa os dilemas éticos que extrapolam o campo técnico e impactam diretamente direitos individuais, práticas corporativas e a responsabilidade social das instituições. A ausência de padrões éticos universais, aliada à velocidade do avanço tecnológico, tem ampliado a complexidade da governança dessas soluções.
Com base em pesquisa conduzida pelo CEPI, os autores propõem um framework para a criação de Comitês de Ética em IA estruturado em cinco pilares e seis etapas práticas, que incluem diagnóstico de soluções, avaliação de impactos, definição de princípios éticos e criação de instâncias colegiadas independentes. A proposta busca oferecer um guia aplicável para organizações que desejam assegurar o desenvolvimento e o uso responsável da inteligência artificial, fortalecendo a confiança institucional e a gestão ética da inovação.

