Uma nova abordagem tecnológica promete redefinir o combate a pragas no agronegócio brasileiro. A HYH Biotechnology, startup sediada em Londrina, no Paraná, apresenta na Expolondrina 2026 uma plataforma baseada em inteligência artificial capaz de acelerar significativamente o desenvolvimento de soluções para proteção de culturas. A proposta utiliza simulação digital para projetar peptídeos bioativos, moléculas que atuam com alta precisão e funcionam como uma espécie de “vacina molecular” para as lavouras.
O avanço ocorre em um contexto em que o modelo tradicional da indústria de defensivos agrícolas enfrenta limitações estruturais. Enquanto o desenvolvimento convencional pode levar anos, a tecnologia da HYH reduz esse ciclo de forma expressiva ao concentrar esforços na etapa anterior aos testes físicos. Por meio de modelagem computacional, a empresa realiza a triagem virtual simultânea de até 100 mil moléculas, identificando características como eficácia e estabilidade em cerca de quatro semanas. No modelo tradicional, essa mesma fase pode demandar até um ano e meio.

Segundo a CEO da empresa, Nayara Okumoto, a metodologia permite uma redução de aproximadamente 70% nos custos iniciais de descoberta. “Conseguimos entregar um ativo validado para o mercado em menos de um ano e meio, enquanto a média do setor supera os quatro anos”, afirma a executiva, que possui experiência em projetos com grandes farmacêuticas globais.
A inovação ganha relevância diante do avanço da resistência de pragas a soluções convencionais. A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, já apresenta resistência aos principais grupos de fungicidas disponíveis, de acordo com dados da Embrapa Soja e do Consórcio Antiferrugem. O impacto econômico é significativo e ultrapassa US$ 2,5 bilhões por safra, considerando perdas de produtividade e custos crescentes com aplicações menos eficazes.
Para Renata da Rosa, cofundadora da HYH e pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina, o modelo atual de proteção agrícola atingiu um limite técnico. “O fungo desenvolveu mecanismos de sobrevivência aos compostos tradicionais, e não há, no curto prazo, previsão de novas moléculas químicas disruptivas”, explica.
A proposta da startup substitui o conceito de combate químico amplo por uma abordagem de precisão molecular. Os peptídeos bioativos atuam como mensageiros capazes de ativar mecanismos naturais de defesa das plantas, além de serem projetados para atingir alvos específicos, reduzindo impactos ambientais e efeitos colaterais em outros organismos. Outra vantagem apontada é a maior estabilidade dessas moléculas em condições adversas, como exposição ao calor e à radiação solar, em comparação com soluções biológicas tradicionais baseadas em microrganismos vivos.
Inserida no ecossistema de inovação de Londrina, a HYH afirma integrar um grupo restrito de empresas no mundo com domínio dessa tecnologia aplicada ao agronegócio, sendo a única brasileira nesse segmento. A companhia opera sob o modelo de pesquisa sob demanda, com foco no desenvolvimento de propriedade intelectual para licenciamento global.
Durante a Expolondrina 2026, Nayara Okumoto e Renata da Rosa apresentarão os avanços da chamada agricultura molecular de precisão em uma palestra dedicada ao tema, com foco inicial na cultura da soja. A plataforma, no entanto, possui aplicações mais amplas, incluindo projetos voltados ao controle de pragas por RNA interferente e soluções para segurança alimentar na indústria de proteínas.
A Inteligência Artificial está revolucionando o combate às pragas agrícolas, trazendo mais eficiência e precisão no controle de infestações. Com a utilização de algoritmos e análise de dados, os agricultores podem identificar mais rapidamente a presença de pragas e adotar medidas preventivas de forma mais assertiva.
Essa nova fronteira no campo da agricultura pode trazer benefícios significativos para a produção de alimentos, garantindo uma safra mais saudável e livre de pragas. Além disso, a utilização da Inteligência Artificial pode contribuir para uma redução do uso de agrotóxicos, promovendo uma agricultura mais sustentável e amigável ao meio ambiente.
É importante que os agricultores estejam atentos a essas novas tecnologias e busquem formas de integrar a Inteligência Artificial em suas práticas agrícolas. Com a evolução da tecnologia, novas soluções estão surgindo para auxiliar no manejo integrado de pragas, proporcionando melhores resultados e garantindo uma produção agrícola mais eficiente e sustentável.
Portanto, é fundamental explorar o potencial da Inteligência Artificial no combate às pragas agrícolas e aproveitar os benefícios que essa tecnologia pode trazer para a nossa sociedade e para o meio ambiente. Afinal, a busca por uma agricultura mais eficiente e sustentável é um desafio que todos devemos abraçar.

