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Como o custo do item essencial pode aumentar no início de 2026 no Brasil

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Os brasileiros podem enfrentar um aumento significativo no preço de smartphones já no começo de 2026 — e o motivo não tem nada a ver com câmeras sofisticadas, baterias maiores ou telas dobráveis. O vilão da vez é a memória, componente fundamental de qualquer celular, tablet, smartwatch ou notebook.

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A pressão sobre os preços começou quando fabricantes passaram a priorizar um cliente muito mais poderoso que o consumidor comum: os data centers de inteligência artificial. Gigantes como Meta, Google e Microsoft estão expandindo suas estruturas num ritmo histórico para acompanhar o crescimento da IA.

A crise deve durar de dois a três anos, enquanto o setor corre atrás da explosão da demanda por IA.

O impacto da inteligência artificial no preço dos eletrônicos

A McKinsey prevê que o setor receberá quase US$ 7 trilhões em investimentos até 2030 — uma escala que mudou completamente o destino de vários componentes eletrônicos. O resultado? Empresas como Samsung e Micron desviaram grande parte da produção para atender essa demanda corporativa. A Micron chegou a anunciar a saída do mercado de memória para consumidores.

A Nvidia, líder em GPUs de IA, agora utiliza em massa memórias LPDDR — as mesmas que equipam celulares premium — criando um choque de oferta. “A Nvidia virou um cliente do porte de um grande fabricante de smartphones”, explica MS Hwang, da Counterpoint Research.

As consultorias já alertam: os chips de memória devem subir até 30% no fim de 2025 e mais 20% no início de 2026. Como esse componente representa até um quarto do custo de produção de um celular, os preços finais podem disparar entre 5% e 10%. A IDC prevê, inclusive, queda de 0,9% no mercado global de smartphones em 2026 por causa da escassez.

Fabricantes já se movimentam. A Xiaomi fala em aumentos “relevantes”, a Dell descreve a situação como “sem precedentes” e a Lenovo ampliou estoques em 50% para se proteger.

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