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Conversa exclusiva com garota que se destacou em eventos virtuais no Roblox

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Amanda, uma menina de 10 anos, concedeu relato exclusivo a este Diário sobre sua experiência ao participar dos atos de protesto no Roblox. As ações, que viralizaram nas redes sociais, expressam a insatisfação de milhares de crianças e adolescentes com as novas regras da empresa, que restringiram a comunicação de menores de idade. 

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Amanda, que joga frequentemente na plataforma, descreveu o ambiente que encontrou ao entrar no mapa Brookhaven no Roblox: “A gente entrou no jogo do Roblox que se chama Brookhaven. Aí tava lá um monte placa. Te odeio, Felca, porque ele denunciou o Roblox por ser tóxico. Aí depois foi assim. Roblox volta com o chat, Roblox te odeia, prefere tocar burka. Um montão de protesto, querendo que o chat volte.”

A menina contou que decidiu participar ativamente dos protestos, mas logo se deparou com mensagens mais agressivas: “Aí do nada, teve uma placa que tava escrito Roblox, seu vagabundo”.

Amanda demonstrou descontentamento em relação à forma como a restrição de idade é feita, com Inteligência Artificial, que frequentemente erra as idades dos jogadores, fazendo crianças ficarem limitadas a comunicação com pessoas mais velhas ou pessoas mais velhas com crianças: “Tem que fazer uma verificação de idade pra você conseguir digitar no chat. Mas, só com as pessoas que têm a mesma idade que você. E quem faz isso é uma inteligência artificial. Então, às vezes, ela erra a idade da pessoa e fica caída com os maiores ou com os menores. E não com a idade original dela.”

Ao ser questionada se ela ficou revoltada, a criança expressou o ponto central de sua insatisfação, a perda de contato com amigos de idades diferentes. “Bom, revoltada nem tanto. Mas eu fiquei um pouquinho brava porque eu tenho amigos. E se eles fizessem a verificação de chat, né, pra falar comigo, eu até ficaria brava. Porque se eles caíssem numa idade maior que eu ou menor que eu, eles não poderiam falar comigo, então isso daí seria uma perda de tempo. Eu acho uma perda de tempo. O Roblox só tá piorando esse negócio.”

O caso reflete a inconformação que se espalhou pelo Roblox após a entrada em vigor das novas políticas do jogo, no início de janeiro, influenciadas também por debates nacionais sobre proteção à infância no ambiente digital, incluindo a aprovação da Lei Felca (Lei nº 15.211/2025) na Câmara dos Deputados. Muitas crianças sentem que perderam parte essencial da diversão e da socialização que o jogo representava para elas, um “parquinho digital” onde podiam fazer amigos livremente.

O relato de Amanda, com sua mistura de indignação infantil e tentativa de compreender os adultos, ilustra como as mudanças afetam diretamente a geração que mais utiliza a plataforma.

 

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