O lugar da Medicina como curso mais almejado do Brasil pode estar com os dias contados. Ou, pelo menos, está prestes a ganhar concorrentes à altura. Em 2025, as graduações voltadas à tecnologia fizeram brilhar os olhos de muitos estudantes no Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Engenharia da Computação e Ciência da Computação, por exemplo, surpreenderam com notas de cortes altíssimas, que garantiriam vaga na maioria dos cursos de Medicina do país. Entre os estudantes que deixaram o tradicional para trás e optaram por essas profissões do futuro está Gustavo Pires Fontana, goiano de 18 anos. Ele foi aprovado em 1º lugar no curso de Inteligência Artificial da UFG (Universidade Federal de Goiás), com uma média de 845 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
A decisão pelo curso, que figura entre as áreas mais promissores dos próximos anos, não foi impulsiva. Gustavo teve a ideia quando viu a postagem de um professor do seu colégio, o Simbios, nas redes sociais. A partir daí, resolveu investigar mais sobre a graduação e o mercado de trabalho. “Eu pesquisei no site [da universidade] e li relatos de vários veteranos. Também fui num evento que teve ano passado de IA e robótica em Goiânia e achei interessante”, contou o calouro em entrevista ao GUIA DO ESTUDANTE.
A UFG é uma das poucas universidades públicas do país que oferecem uma graduação voltada à Inteligência Artificial, ao lado de outras instituições como a UFPB (Universidade Federal da Paraíba), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e UEL (Universidade Estadual de Londrina). Em nenhuma delas a nota de corte foi inferior a 700 pontos.
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Apesar da concorrência acirrada e qualificada, Gustavo conta não ter se assustado. Ele se preparou ao longo de todo o Ensino Médio e chegou a fazer um curso de redação quando ainda estava no segundo ano. O momento decisivo, no entanto, foi julho do ano passado, quando enfim ele se decidiu pelo curso de Inteligência Artificial.
A partir daí, direcionou os estudos para Matemática, Linguagens e Redação, disciplinas que tinham maior peso. “Eu já tinha uma base boa de matemática e sempre gostei de redação. Linguagens que eu precisava melhorar um pouco mais”, relata. Além disso, ele reforça como foi importante não negligenciar as outras disciplinas. Isso foi o que garantiu sua – inesperada – aprovação em primeiro lugar.
“Lembro quando saiu a nota [do Enem] e que calculei com os pesos, vi que tinha sido maior do que a do primeiro lugar do ano anterior, que foi 830 e pouco. Mas eu já esperava que a nota de corte fosse aumentar. Então, mesmo sendo maior, eu não esperava que eu também fosse passar em primeiro”. Os pais de Gustavo comemoraram junto e não estranharam a escolha pouco ortodoxa do filho. “Eles até que acharam uma boa ideia”, recorda.
O mais novo universitário já começou as aulas na UFG e conta que está se adaptando bem. Para quem se interessa pelo curso, mas está longe de ser um gênio da informática, ele também tranquiliza: “o primeiro semestre é mais leve, até para evitar a evasão. É focado para quem não sabe nada de programação já ir pegando o jeito”.
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