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Elon Musk revela código do Tesla X: Transparência ou espetáculo?

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Elon Musk voltou a colocar a tónica naquilo a que chama “transparência radical” ao autorizar, esta semana, a publicação de uma parte importante do código-fonte que gere o feed “Para Ti” na plataforma X. Esta decisão, de tornar público o algoritmo no repositório GitHub, permitiu uma análise técnica sobre os mecanismos que selecionam os conteúdos apresentados a centenas de milhões de pessoas, mas as conclusões revelam um sistema cada vez mais dependente de processos opacos de Inteligência Artificial.

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A análise do código agora partilhado confirma a conclusão de uma transição tecnológica profunda na infraestrutura da rede social. O algoritmo do X abandonou as tradicionais regras ‘manuais’, conhecidas como heurísticas – padrões estabelecidos por seres humanos, com regras relativamente rígidas e definidas a priori –, para se tornar um sistema quase integralmente movido por modelos de linguagem de grande escala (LLM), tirando partido da tecnologia desenvolvida pela xAI – a empresa de IA de Musk.

O funcionamento assenta agora em três componentes fundamentais que operam de forma integrada: o Home Mixer, que atua como o orquestrador principal da experiência do utilizador; o Thunder, uma base de dados que processa em tempo real as interações das contas que o utilizador segue; e o Phoenix, o motor de recomendação que utiliza modelos Transformer para filtrar, entre cerca de 100 milhões de publicações diárias, as 1500 que apresentam maior probabilidade de gerar retenção.

Através deste sistema, a plataforma tenta prever 15 categorias distintas de interação, ponderando desde sinais positivos, como a partilha ou a resposta, até indicadores negativos, como o ato de silenciar um perfil.

Transparência numa arquitetura de “caixa negra”?

Esta não é a primeira vez que Elon Musk recorre a esta estratégia. Já em 2023 tinha procedido a uma abertura parcial do código, mas a versão de 2026 revela-se significativamente mais complexa, alinhando-se com a ambição de transformar o X numa “super-app” centrada na Inteligência Artificial. Ao tornar o código público, o empresário procura reforçar a narrativa de que o X é a única grande plataforma digital disposta a expor as suas falhas. Aliás, o próprio Musk já admitiu que o sistema atual ainda necessita de “melhorias estruturais”.

Como servidor público há mais de 16 anos, vejo com interesse a recente divulgação do código do X por Elon Musk. Essa atitude levanta questionamentos sobre a transparência das empresas e a linha tênue entre divulgação de informações e espetáculo midiático. É importante refletir sobre como essa transparência pode beneficiar a sociedade e como podemos utilizar essa divulgação para obter melhores resultados no serviço prestado. Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões sobre o impacto dessa atitude e como podemos aproveitar ao máximo essa nova forma de comunicação.

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